Presos protestam por banho de sol quebrando celas e promovendo tumulto no CRC

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Welington Sabino/GD
Fotos Marcus Vaillant/Arquivo

O clima foi de tensão dentro do Centro de Ressocialização da Capital (CRC), antigo Presídio do Carumbé, nesta terça-feira (30) quando os presos do corredor B se revoltaram ao saber que não receberiam visitas e nem teriam banho de sol. Por volta das 8h da manhã eles iniciaram um tumulto e quebraram as grades das alas G e H e ganharam os corredores da unidade prisional fazendo muito barulho batendo objetos nas grades, gritando e proferindo xingamentos. A Polícia Militar que integra o Batalhão de Guarda do presídio logo entrou em ação, mas teve dificuldades em contornar a situação, tanto que só obteve êxito no final da tarde. A situação só voltou ao normal por volta das 17h.

De acordo com um oficial que integra o Batalhão de Guardas e que não terá o nome divulgado para evitar represálias internas, não houve feridos e nem conflito entre presos e policiais. Ele garante que não houve a necessidade de usar armas, pois os detentos não estavam revoltados com os policiais e sim com os agentes que se recusavam a destrancar as celas para o banho de sol e liberar as visitas de familiares. Todos os presos do corredor B participaram da situação, gritando e batendo nas grades. Ao final, a visitação não aconteceu, mas o banho de sol foi liberado. Para isso, a Polícia de Guarda iniciou os trabalhos e logo teve a ajuda de uns poucos agentes que lá estavam e resolveram auxiliar nos trabalhos.

Logo que os presos quebraram as celas e foram para o corredor existia uma certa de preocupação de que eles pudessem radicalizar e tentar fazer algum refém, mas isso não chegou a acontecer. “A Polícia Militar conseguiu, depois de muita conversa e negociação, acalmar os ânimos e resolver a situação. Só deu muito trabalho, mas tudo acabou bem”, disse o oficial. Quando o tumulto se acalmou, a direção da unidade tratou de providenciar o conserto das celas quebradas com o auxílio dos próprios presos que trabalham na serralheira do CRC.

João Vieira
Secretário Luiz Antônio Pôssas diz que não quer embate entre presos, agentes e PM e sim que os direitos sejam garantidos e ordem judicial cumprida

A assessoria de imprensa da Sejudh confirmou que houve a confusão e ressaltou que durante todo o momento a Polícia Militar conseguir manter a situação sob controle, inclusive ao iniciar a destranca das celas para permitir o banho de sol. Logo após isso, alguns agentes penitenciários resolveram auxiliar nos trabalhos. Ainda conforme a pasta, após o total controle da situação, as providências necessárias foram tomadas imediatamente no sentido de promover com os reparos das grades quebradas.

Nesta quarta-feira (31) é dia de visitação na Penitenciária Central do Estado (PCE), unidade que concentra praticamente o dobro de presos em relação ao CRC. Por isso, também existe a preocupação de que possa haver tumulto.

Mas o secretário Luiz Antônio Pôssas de Carvalho que comanda a Sejudh, disse ao Gazeta Digital que não tem como prever um eventual tumulto, mas ressalta que a Polícia Militar está preparada para intervir, entrar e garantir a visitação, assim como fez no CRC. “Não queremos um embate entre reeducandos e servidores ou policiais e sim que os agentes respeitem o direito dos reeducandos e garantam o banho de sol, a visitação que é quando eles têm a oportunidade de comer uma comida diferente levada pelos familiares, o auxílio médico e de advogados e todas as atividades garantidas a eles por lei”, pontua Carvalho.

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