Principal líder do DEM de Mato Grosso, o senador Jaime Campos se alia à tese dos contrários à aprovação da matéria, validada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, que prevê aplicação das regras da fidelidade partidária para os que migrarem para outra legenda, mesmo que em processo de fundação.
Ele classificou a matéria como "casuística", unindo discurso com o presidente da comissão provisória do PSD no Estado, deputado José Riva (PP). A posição de Jaime aponta para discordâncias sobre o assunto em nível nacional. O senador Demóstenes Torres (DEM-GO) é um dos autores da proposta que prevê cassação do mandato de infiéis.
Jaime também destacou que essa é a sua opinião sobre o tema, mas que é preciso respeitar a CCJ. Ao analisar os reflexos da matéria, avaliou a possibilidade de ser ingressado recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Diferente de muitos membros da nacional da sigla, ele não vê prejuízos para o partido no Estado em relação as investidas do PSD. Afirmou que em Mato Grosso, a legenda não sofrerá grandes perdas, levando em consideração um cenário promissor.
Levantamento realizado pela direção estadual aponta crescimento da sigla. Jaime fez questão de lembrar que o partido contabiliza saldo positivo com as ações de fortalecimento implementadas neste ano.
"Temos dados e nos últimos 90 dias o DEM assegurou lista com mais de 11 mil novos filiados". O cálculo do Democratas é ainda mais otimista se verificada outra perspectiva. Através da renovação dos quadros, a cúpula abre novas perspectivas para composição do projeto político para as eleições municipais de 2012.
O senador mantém bom relacionamento com Riva, e no Estado existe tendência de as duas siglas, após fundação do PSD, virem a firmar "elos" com vistas ao próximo pleito e ainda sobre o processo eleitoral de 2014. Jaime é apontado como via para disputar o comando do Palácio Paiaguás, mas prefere lembrar que "ainda é cedo para avaliar essa questão".
