Após cinco anos, os republicanos provam do próprio veneno e devem perder o título de maior partido do Estado. Eles temem a possibilidade do partido ficar à mingua com a migração em massa de prefeitos e vereadores para o recém-criado PSD, presidido provisoriamente pelo presidente da Assembleia, José Riva. Pelo mesmo desespero já passaram lideranças do PPS, após a eleição de 2006.
À época, liderados pelo então governador Blairo Maggi, políticos com expressividade eleitoral abandonaram o PPS para aderir ao PR, partido que surgiu com a fusão entre PL e Prona. O chefe do Executivo ficou revoltado com as ameaças de expulsão de Roberto Freire, preside da executiva nacional do PPS, pelo apoio à candidatura à reeleição do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Até hoje, o PPS permanece na base de oposição ao governo federal.
Com Maggi, 55 prefeito e cinco dos seis deputados da bancada do PPS migraram para o PR. Na Assembleia, apenas Percival Muniz continuou no reduto socialista. Na Câmara Federal, Homero Pereira e Wellington Fagundes também abandonaram o PPS rumo ao PR. Nas Câmaras, tanto da Capital como do interior, restaram poucas lideranças socialistas com mandatos eletivos. A maioria assinou a ficha de filiação à nova legenda.
Quase cinco anos depois, o próprio PR tenta “acorrentar” candidatos com chances de vitória nas eleições municipais de 2012 para não deixar a legenda para concorrer pelo PSD. Riva estiva que o partido já tem assegurados 50 prefeitos e 400 vereadores. A maioria são lideranças do interior, como o presidente da AMM, Meraldo Figueiredo Sá, prefeito de Acorizal, Nelci Capitani e Celso Paulo Banazeski, responsáveis pelo comando de Colniza e Colíder, respectivamente, e que devem fazer a diferença na conquistas de prefeitas importantes para o partido.
Embora não confessem, “caciques” das principais regiões do Estado já se articulam para o pleito do próximo ano levando em conta os candidatos do PSD. Eles evitam comentar publicamente para não atrapalhar o processo de negociação e, até mesmo” enfrentar dificuldades para deixar as próprias legendas. O PR, por exemplo, já acionou os vereadores por Rondonópolis, Mohamed Zaher, Hélio Pichionni e Milton Mutum, na Comissão de Ética do partido. Na representação, eles são acusados de incorrer em infidelidade partidária por suposta “cooptação de lideranças ao PSD”. Os três negam.
