Deputados questionam projeto e valores de restos a pagar

Data:

Compartilhar:

O pedido de apreciação em regime de urgência urgentíssima do projeto de lei de autoria do Executivo que prevê o leilão reverso e a compensação de créditos da dívida ativa como medidas para auxiliar o governo Pedro Taques (PDT) a quitar os retos a pagar deixados pela gestão Silval Barbosa (PMDB) causou desconforto na Assembleia Legislativa e fez a sessão plenária de ontem a noite se estender por horas.

A solicitação partiu do líder do governo no Legislativo, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), e acabou obrigando os parlamentares a aprovar o texto, ao menos, em primeira votação. Um acordo foi firmado para que a mensagem só entre em pauta novamente na próxima semana, após o secretário de Estado de Fazenda, Paulo Brustolin, ir à Assembleia tirar uma série de dúvidas dos deputados.

Os questionamentos foram levantados, em especial pelo deputado Emanuel Pinheiro (PR). Segundo o republicano, o balanço geral do Estado, feito pela própria gestão Taques, aponta que o ex-governador Silval Barbosa deixou aproximadamente R$ 1,4 bilhão no caixa do Palácio Paiaguás e não somente os R$ 84 mil anunciados por Brustolin no dia 2 de janeiro.

Além disso, o mesmo balanço demonstra, de acordo com Emanuel, que os restos a pagar deixados pelo peemedebista não totalizam R$ 700 milhões, como afirmado pelo atual governo, mas apenas pouco mais de R$ 200 milhões. Os R$ 500 milhões restantes seriam de dívidas não processada, ou seja, que correspondem a licitações realizadas, mas não executadas e que, por isso, podem simplesmente ser anuladas.

Para o deputado do PR, o balanço coloca em xeque as afirmações do governo Taques de o Estado estaria “quebrado” e, dessa forma, poderia não haver a necessidade de serem aprovadas medidas que penalizariam empresários que têm valores a receber por serviços já prestados ao Paiaguás.

As divergências entre os números apresentados pelo governo no início do ano e os do balanço é o que deve ser esclarecido aos deputados por Brustolin na semana que vem. Emanuel espera ainda que o secretário também apresente os motivos da publicação do decreto 53/2014 que prevê o parcelamento obrigatório de débitos do Estado com fornecedores, além de descontos que podem chegar a 50% do total devido.

Entre os parlamentares que já se manifestaram contra o decreto está o presidente da Mesa Diretora, Guilherme Maluf (PSDB), que tenta uma agenda com o governador Pedro Taques para debater o assunto e, talvez, chegar a um consenso sobre a elaboração de uma lei quanto ao tema.

Segundo o tucano, desde a edição do decreto, empresários têm procurado a Assembleia para se queixar. Alguns já estariam ameaçando ingressar na Justiça para conseguir receber o valor total da dívida. 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Notícias relacionadas

Com selo diamante, Nova Santa Helena fortalece vacinação com novo veículo

O município de Nova Santa Helena alcançou um importante reconhecimento na área da saúde ao conquistar o selo...

Nova Santa Helena conquista novos ônibus escolares e reforça transporte para estudantes da zona rural

A educação de Nova Santa Helena acaba de ganhar um importante reforço. Dois novos ônibus escolares passam a...