Volkswagen oficializa fim da Kombi no Brasil com série final Last Edition

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O adeus à Velha Senhora

 O adeus à Velha Senhora

O desenvolvimento tecnológico não deixa espaço para saudosismo. Kombi é o diminutivo em alemão de combinação, vale tanto para um pequeno furgão como para um grande Boeing. Quando carrega carga e passageiros é chamado de Kombi. Ela surgiu da necessidade dos alemães de terem um veículo barato para um país arrasado pela Segunda Guerra, que transportasse mercadorias e pessoas. O chassis é o mesmo do velho e bom fusca. Chegou ao Brasil, um país sem guerras e que acolheu os imigrantes de braços aberto, entre eles os alemães. E a Kombi.

Abençoada por muitos, amaldiçoada por poucos, o carro tinha uma característica genial. O para choque era a testa do motorista. O motor ficava atrás como o do fusca. Aquele carro estranho ganhou o coração e a mente dos brasileiros. Andava pelas estradas esburacadas de terra, no asfalto, subia a serra e no domingo levava a família para uma farofada na Praia Grande. Resistiu a uma quantidade enorme de modelos novos, nacionais e importados e mudou muito pouco . Fazia parte das paisagens urbanas e rurais. E a Volkswagen ganhou muito dinheiro com ela.

Tive várias kombis. Não me lembro o número exato. Meus filhos apelidaram uma de Funérea, outra de Batman, outra de Branquinha, dependendo da cor do carro. As antigas não paravam nunca. Aprendi na oficina do meu paí a “por o motor no ponto”, trocar cabo de embreagem, acelerador e freio de estacionamento. Um toquinho de madeira na borboleta do carburador era possível dispensar o acelerador. Com um toque no câmbio era possível trocar as marchas sem o desembreio. Enfim, era pau para toda obra, especialmente depois que minha propriedade rural se transformou em uma reserva ambiental.

A Kombi assistiu inúmero episódios da história do povo brasileiro e foi responsável pelo transporte de tudo que cabia no seu bojo. Levava uma tonelada de peso, de gente ou de cabritos. Era comum o dito popular “ ponha na kombi”. Enfim, foi o jeito brasileiro de ser que deu vida tão longa ao furgão. Agora definitivamente ela vai para o museu e para as páginas da nossa história.

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