Valdivia lembra Kardec e Wesley, cobra clube e cogita rivais brasileiros se tiver ‘sacanagem

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Valdivia reestreou nesta noite de sábado, jogou apenas 25 minutos, fez boas jogadas, mas não marcou gol nem deu assistências. Sua entrevista logo após a partida, no entanto, vai ser o suficiente para dar o que falar. Depois de não querer atender a imprensa na saída para o vestiário, o chileno passou pela zona mista e respondeu às perguntas dos jornalistas por alguns minutos.

Tempo suficiente para fazer ironias, falar sobre sua renovação de contrato e mandar um recado claro para a diretoria alviverde. 

Em fase de negociações, o meia lembrou as tratativas com Wesley e Alan Kardec, que foram para o São Paulo depois de conversas fracassadas, para dizer o que espera do presidente Paulo Nobre: oferta de um bom salário e um bom valor de luvas para continuar no Palestra.

“Não tem nada marcado (de reunião para renovação). Pedi para não me envolver muito. As partes estão resolvendo. A renovação é uma questão normal, pede salário, tem luvas… Me lembro quando teve a renovação com o Kardec e Wesley… Foram oferecidos salários e luvas… Vai acontecer comigo o mesmo que aconteceu com os outros”, disse o jogador.

Em seguida, Valdivia avisou: se tiver ‘sacanagem’ nas negociações, não descarta ficar no Brasil e defender outro time por aqui.

“Difícil ficar aqui no Brasil. Já declarei várias vezes. Mas depende de como eu for tratado. Se eu vejo que teve sacanagem comigo, é diferente. Se vejo que não acontece nada fora do normal, claro que a preferência é sair do país. Se tiver e eu ficar, as pessoas vão ter que entender. De momento estou pensado em recuperar o ritmo, fiquei cansado no pouco tempo que joguei”, afirmou.

“Tem muita falsidade nos jornais, saíram muitas notícias falsas… De que teria sido oferecido x de dinheiro, e o Palmeiras não ofereceu nada até agora. Se eu sentir que essa sacanagem vem de dentro, a postura muda”, completou.

Ainda na zona mista, o atleta, que entrou em campo pela primeira vez no ano neste sábado, voltou a lembrar as renovações de Kardec e Wesley, com tom de cobrança à diretoria.

“Se uma empresa quer que o funcionário fique, ela fala com ele antes de o contrato acabar. Há vários exemplos disso aqui. O que aconteceu com o Wesley e o Kardec, por exemplo. Deixaram passar e eles foram para outro clube. Se quer o funcionário, não pode deixar passar muito tempo”, avisou.

Perguntado sobre uma possível proposta de um contrato de produtividade, o chileno se posicionou.

“Agora a questão de produtividade tem quer tomar cuidado. Você assina um contrato assim e recebe uma pancada. Te machucam o tornozelo, não tem como você falar que me machuquei sozinho. Tem que tomar cuidado com a produtividade”, declarou.

Antes de terminar, Valdivia respondeu em claro tom de ironia sobre quanto tempo ainda precisa para entrar em forma. E arrancou gargalhadas da imprensa, apesar de ter mantido seu semblante sério.

“Sete meses”, afirmou.

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