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Taques é vaiado novamente por servidores estaduais

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Keka Werneck


A exemplo do que ocorreu na Chapada dos Guimarães, o governador Pedro Taques (PSDB) foi vaiado novamente por servidores públicos da rede estadual, na noite desta terça-feira (2), em Barra do Garças.

Cerca de 100 servidores das áreas da saúde e educação, vestidos de preto, levaram faixas e carro de som às 16 horas para frente do local onde aconteceu a convenção da coligação da qual faz parte o PSDB na cidade, uma antiga igreja, na região central.

No final da convenção, Taques compareceu escoltado por seguranças, momento é que houve tumulto.

A manifestação ainda é reflexo do desgaste político causado pela greve da Revisão Geral Anual (RGA). Servidores da saúde já voltaram ao trabalho, mas professores e funcionários de escolas ainda estão de braços cruzados.

Na confusão, um estudante, menor de 18 anos, que entrou na convenção, foi retirado à força.

A servidora da saúde, Márcia Rauber, delegada do Sindicato dos Servidores da Saúde (Sisma) em Barra do Garças, que estava entre os manifestantes, afirma que o governador foi chamado de tirano, caloteiro e elitista.

Segundo ela, Taques demorou a chegar e vários correligionários dele tentaram dissuadir os manifestantes de esperarem.

Em cinco viaturas, os policiais chamados pelos políticos para controlar o tumulto também conversaram com os manifestantes. “Desceram da viatura com arma na mão e para uma cidade do porte de Barra eu nunca tinha visto isso, claro que intimida”, comenta a sindicalista.

“Quando o governador chegou, cheio de seguranças pessoais, já estávamos desistindo de esperar, por volta das 20h30”, detalha Márcia Rauber.

Na convenção, o governador defendeu o direito à manifestação, mas sem excessos. Disse ainda que o grupo teria ligação com o PT.

Segundo ela, isso não é verdade. “Somos de uma diversidade partidária e, neste movimento, nem conversamos sobre isso, porque outras pautas nos interessam mais como a briga pelo concurso público e o sucateamento da máquina estatal”, rebate.

Outro lado

No Gabinete de Comunicação do Governo do Estado (Gcom) a informação é a de que Taques foi à convenção em horário fora do expediente, em uma agenda pessoal e política e que, portanto, não iria comentar o fato na condição de governador.

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