Rebelião deixa nove mortos e 14 feridos em presídio de Goiás

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Nove presos foram assassinados e 14 ficaram feridos nesta segunda-feira, 1º, durante um confronto entre detentos do regime semiaberto no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, em Goiás. Segundo a Superintendência Executiva de Administração Penitenciária (Seap) do Estado, 77 presos estão foragidos.


Em nota, a Secretaria de Segurança Pública de Aparecida de Goiânia (SSPAP) informou que o confronto aconteceu depois que detentos da ala C invadiram as alas A, B e D, dando início a um confronto. Os presos também incendiaram a unidade prisional e corpos ficaram carbonizados. Os feridos receberam atendimento médico e voltaram em seguida para a unidade.

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Ao Estado, o superintendente da SSPAP, coronel Edson Costa Araújo, minimizou o confronto, caracterizando-o como um “choque interno”, e não uma rebelião.

“Não foi para fuga, eles entraram em choque interno. São no mínimo duas alas que se confrontaram e resultou nesses homicídios. Não foi um ato de fuga, não foi bem uma rebelião, mas uma ação de uma ala contra a outra. Rebelião geralmente é para reivindicar alguma coisa”, disse. Segundo o coronel, o confronto foi controlado pela intervenção de policiais.

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Segundo Araújo, os presos também depredaram as celas. O coronel afirmou que equipes de peritos estão no local para fazer a análise dos corpos, do local dos crimes e levantar danos ao estabelecimento prisional.

Segundo a Seap, agentes do Grupo de Operações Penitenciárias Especiais (Gope), com apoio do Batalhão de Choque da Polícia Militar, retomaram o presídio por volta das 16h. O Grupo de Radiopatrulha Aérea (GRAer) da PM também atua para conter possíveis fugas e tentar recapturar foragidos. Durante toda a tarde, familiares dos detentos ficaram aguardando por informações na porta do presídio.

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Cenário. Mesmo umano após as chacinas que vitimaram mais de uma centena de presos, a realidade das cadeias ainda é marcada pela precariedade. Organizações criminosas estendem a atuação pelo território, com confrontos mais frequentes fora dos presídios.

A morte de 119 pessoas em um intervalo de duas semanas, em massacres em cadeias de três Estados – AM, RN e RR – não foi suficiente para que o sistema penitenciário passasse por um choque de gestão.

Um ano depois dos assassinatos marcados pela crueldade, com decapitações e esquartejamentos, a superlotação e as condições precárias ainda são uma realidade quase intocada nos presídios, em meio ao fortalecimento das facções e uma violência que avança.

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