NOVO REAJUSTE Pão fica até 15% mais caro

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Silvana Bazani


Quem saiu logo cedo para garantir o pão no café da manhã hoje (1º) pagou mais caro. Panificadoras de Mato Grosso começam a reajustar o preço dos pães e derivados do trigo, em patamares que vão de 12% a 15%. Para o consumidor, o reajuste máximo corresponderá a um aumento de R$ 2 no valor do quilo do pão francês, pelo qual pagará R$ 14,95, considerando o valor anterior de R$ 13, em Cuiabá. O preço mínimo pago pelo produto na Capital anteriormente era de R$ 9.

Em geral, os consumidores adquirem o alimento a um valor mais acessível nos supermercados, observa o diretor financeiro do Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado de Mato Grosso (Sindipan/MT), Rodrigo Nogueiro. “Nos supermercados fica mais em conta para o consumidor porque o pão acaba sendo um complemento para atrair os clientes”.

Proprietário de uma panificadora em Cuiabá, Mário Urbano Okura afirma que os pães e demais produtos que utilizam farinha de trigo em sua composição não haviam sido reajustados ainda este ano. “Mas, com a alta do dólar, o aumento da energia, do gás de cozinha e até a falta de mão de obra o aumento está sendo repassado ao consumidor”. Ele prevê que as empresas que revendem esses produtos apliquem reajuste médio de 10%.

O diretor do Sindipan/MT complementa que atualmente 80% da farinha de trigo demandada pelo setor em Mato Grosso vêm da Argentina e outros 20% são assegurados por moinhos nacionais. Loureiro calcula que aproximadamente 5 mil toneladas por mês sejam consumidas no Estado somente para produção de pães. “Nossa área de panificação está sendo muito afetada este ano com o dólar neste patamar, acima de R$ 3”. 

Mais reajuste – Outro reajuste que terá de ser assimilado pela população é o dos medicamentos. As correções aplicadas pelos fabricantes vão variar de 5% a 7,7%. Os índices foram aprovados pelo conselho de ministros da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (Cmed) por meio da Resolução 4, de 12 de março de 2015 e publicada na terça-feira (31) no Diário Oficial da União (D.O.U.). Em 2014, o percentual máximo aprovado foi de 5,68%.

Conforme o texto do documento oficial, o ajuste nos preços de medicamentos é baseado no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), bem como nos fatores de produtividade industrial, concorrência no setor e variação dos custos dos insumos. Para este ano, os percentuais foram autorizados com base em três faixas de medicamentos, com índices máximos de 5%, 6,35% e 7,7%.

Na avaliação do economista Emanuel Daubian, hoje o mercado de farmácias está mais competitivo e concentrado na mão de grandes redes “que conseguem comprar em grandes quantidades e com descontos, por isso a tendência é que os reajustes fiquem abaixo da percentual máximo”. Para a aposentada Bernadete Saturnino, 68, os aumentos de preços de vários produtos este ano comprometem as condições básicas de vida da população. “Eu mesma recebo um salário mínimo e gasto R$ 250 com remédios e que não posso deixar de comprar”.

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