Nobre se sente refém da WTorre e considera estádio do Palmeiras caro

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O Palestra Itália já gerou uma renda líquida superior a R$ 9 milhões ao Palmeiras nos nove jogos seguintes à sua reabertura, mas ainda não é capaz de selar a paz entre Paulo Nobre e WTorre. O presidente considera o estádio caro, repassando esse custo à torcida por cobrar quantias consideradas altas para ingressos, e crê que o clube é refém da construtora, responsável também por administrar a arena nas próximas décadas.

“O Palmeiras é refém da WTorre. Pelo que está assinado, se tiver show, o show tem a prioridade aos jogadores. Aí, o Palmeiras tem que jogar fora e a WTorre paga a multa. E não tem o que concordar ou deixar de concordar. Isso já está assinado. Não fico discutindo o sexo dos anjos”, disse Nobre ao jornal Agora SP.

A argumentação é com base no show que Roberto Carlos fará no estádio, no próximo dia 18. Por conta do evento, caso chegue às semifinais do Campeonato Paulista, o Verdão será obrigado a jogar fora de sua arena. Para o clube lucrar, o presidente também se sente obrigado a cobrar ingressos mais caros.

“Tenho um setor popular que, sendo sócio-torcedor, fica ainda mais barato, mas pagar menos do que isso é impossível. As pessoas acham linda a nova arena do Palmeiras. Só que, se eu não conseguir R$ 700 mil de renda, pago para jogar”, explicou. “É lindo ver uma renda de R$ 2 milhões, só que, quando der R$ 500 mil, vou pagar de R$ 200 mil a R$ 250 mil. É um estádio caro, o custo fixo é altíssimo”, definiu.

Nobre, porém, conta com a torcida. “Muita gente reclama que o ingresso é caro. O time é caro e tenho que pensar em 16 milhões de pessoas que têm que estar contentes com o clube, consumindo, gerando recursos para eu manter o Palmeiras. O dinheiro do ingresso é uma fonte de receita tão boa quanto é a de televisão”, declarou.

Embora Nobre não discuta “o sexo dos anjos”, Palmeiras e WTorre já travam uma briga jurídica por conta de pontos divergentes no contrato de 30 anos e a discussão está na arbitragem. O principal tema de discordância está nas cadeiras do estádio: o clube só quer ceder 10 mil à construtora, que se julga no direito de comercializar todos eles.

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