Índios e agentes da PF ficam feridos em confronto no Norte

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Quatro agentes da Polícia Federal e, pelo menos, dois índios da etnia munduruku ficaram feridos, durante um confronto ocorrido na manhã de quarta-feira (7), às margens do rio Teles Pires, próximo a Alta Floresta , na divisa com o Estado do Pará.  À tarde, a PF mandou reforço de cerca de 30 homens de Cuiabá e Sinop para o local.

O indicente ocorreu quando os agentes que atuam na Operação Eldorado, que desarticulou esquema de extração ilegal de ouro na região, começaram a destruir, cumprindo determinação judicial, parte das 16 balsas que seriam utilizadas no crime.

Uma das embarcações era de um cacique identificado como "Camaleão", o que gerou o confronto entre os policiais e outros índios. 

A assessoria de imprensa da PF informou que quatro policiais tiveram ferimentos leves e foram tratados dentro da aldeia indígena. 

O número exato de índios feridos a tiros não foi confirmado. Dois deles já estão no Pronto-Socorro em Cuiabá – um é o cacique Camaleão.

Os índios foram transferidos na madrugada desta quinta-feira (8) e devem passar por cirurgias.

Operação

A Operação Eldorado, deflagrada na terça-feira (6), em Mato Grosso, Pará, Rondônia, São Paulo, Rio Grande do Sul, Amazonas e Rio de Janeiro, teve o objetivo de desarticular uma rede de exploração de garimpos ilegais na região do rio Teles Pires. O esquema funcionava há cinco anos. 

Foram cumpridos 17 dos 28 mandados de prisão temporária, 64 de busca e apreensão e oito de condução coercitiva expedidos pela Justiça Federal. 

No esquema, eram usadas notas frias de cooperativas de garimpeiros para legalizar a produção de garimpos, que funcionavam de forma ilegal.

Conforme as investigações, boa parte dos garimpos ficava nas terras dos índios mundurukus e kayabis. 

O esquema também contava com a participação de índios, que, segundo a PF, facilitavam o acesso às áreas de extração. 

Uma das empresas investigadas, com sede em Cuiabá, movimentou cerca de R$ 150 milhões nos últimos dois anos. 

A companhia também operava na Bolsa de Valores, para comercializar o ouro como ativo de investimento financeiro.

Na operação, agentes da PF apreenderam 23 quilos de ouro, avaliados em R$ 2 milhões, com o empresário Valdemir Melo, dono da empresa Parmetal, com sede em Cuiabá, e com o filho dele, Artur Melo. Os dois foram presos na manhã de terça-feira.

Também foi preso na operação um oficial da Marinha do Brasil, lotado no Norte de Mato Grosso, que seria encarregado de legalizar o transporte do produto em embarcações, com o uso de notas fiscais falsas.

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