Mato Grosso deve voltar a fazer transplante de rim

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Lis Ramalho/GD
foto-Otmar Oliveira

Há quase oito anos sem realizar transplantes de rins, o governo do Estado anunciou o retorno das cirurgias, em Mato Grosso. Ao longo desses anos, pacientes que precisavam de transplantes, eram obrigados a se deslocar para outros estados. Existe hoje, uma média de 1.700 pessoas em processo de hemodiálise e cerca de 300 pessoas que aguardam pela cirurgia. Mato Grosso não estava realizando os transplantes de rins, pela falta de equipe credenciada pelo Ministério da Saúde.

A cirurgia voltará, segundo o secretário de Estado de Saúde, Jorge Lafetá, a partir do ano que vem. “Em seis meses Mato Grosso deverá retomar a cirurgia. Vamos focar nos transplantes renais e retirada do fígado”, informou.

Já foram encaminhadas diversas demandas ao Ministério da Saúde. O secretário destacou que a prioridade também é descentralizar os serviços de atendimento de alta complexidade. Para isso, estão sendo feitos os credenciamentos dos hospitais do interior, como Rondonópolis, Cáceres, Sorriso, Colider, Barra do Bugres e Peixoto de Azevedo. “Mato Grosso é muito grande, sendo muito penoso para o cidadão do interior que precisa buscar serviços na capital. Vamos encaminhar toda a documentação, virá uma equipe técnica na semana que vem para montarmos alguns convênios”, destacou.

A Associação de Pacientes Renais e Transplantados de Mato Grosso comemora a iniciativa, porém, a presidente Luzia Canavarros pondera que não só de transplante vive um portador de insuficiência renal. Ela destacou que de nada vai adiantar se a pessoa fizer a cirurgia e não receber os medicamentos.

“Essa notícia é motivo de felicidade aos pacientes que estão em processo de hemodiálise e aguardam pela cirurgia. Mas quando se faz um transplante é necessário continuar o tratamento com remédio. É um corpo estranho que a pessoa recebe e na maioria dos casos há rejeição. De nada adianta fazer a cirurgia se a pessoa não vai conseguir manter o tratamento, que neste caso é o remédio contra a rejeição. É um trabalho paralelo, fazer o transplante e dar qualidade de vida ao transplantado”, ressaltou.

Iniciada na gestão do então governador Dante de Oliveira, a época sob o comando de Júlio Muller, na Secretaria de Estado de Saúde, a Central de Transplante recebia recursos oriundos do governo Federal, em contrapartida do Estado. O ex-secretário Julio Muller informou que na época, Mato Grosso chegou a ser o 4º estado que mais se realizava transplante no país. Ele lamentou o fato do governo ter parado de realizar os transplantes de rins. “Por alguma razão inexplicável acabou. Demoramos de dois a três anos para começar a funcionar a Central de Transplantes. Naquela época o Sistema Único de Saúde (SUS) funcionava. Atingimos o patamar de 4º lugar como o estado que mais transplantou no Brasil”, ressaltou.

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