Jardineiro de 58 anos é acusado de abusar de 3 filhas

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Um jardineiro de 58 anos está preso em Primavera do Leste (a 231 quilômetros) acusado de estuprar ao menos três filhas, a menor delas com três anos de idade, e de submeter a maus-tratos dois meninos de 8 e 10 anos. As denúncias contra J.R.P chegaram até a delegacia da cidade por meio de uma das vítimas, que relatou o abuso ao Conselho Tutelar.

A polícia prendeu J.R.P na sexta-feira passada. Ele mora com os cinco filhos menores de idade desde que a ex-esposa abandonou a família. Três são meninas de 3, 15 e 17 anos, e os dois garotos. Contudo, a denúncia partiu da filha mais velha que já não vive na casa, que hoje tem 20 anos e é casada.

Ela foi procurada pela irmã, de 17 anos, que havia sido violentada pelo pai biológico. Ao acionar o Conselho Tutelar na quarta-feira (20) e ser encaminhada para a delegacia municipal, a mulher relatou que também já havia sido assediada por J.R.P quando tinha apenas nove anos de idade, motivo pelo qual deixou a residência.

A adolescente de 17 anos contou que vinha sendo estuprada pelo pai desde o ano passado e que, com ele, perdeu a virgindade. "Ela contou que aconteceu ao menos três vezes e era durante a noite. Que ele mandava ela ficar nua e fazia ameaças para que não contasse a ninguém", detalha o delegado de Primavera do Leste, Jesset Munhoz de Lima. A jovem passou por exame médico, que comprovou a violência sexual.

Após as revelações, conselheiros tutelares foram até a casa da família e descobriram que a menina de três anos também foi assediada. "Ao Conselho Tutelar ela relatou que o pai dizia que ela era bebê e que tinha que ‘mamar', com isso mantinha atos libidinosos com a criança", relata o delegado.

Hoje, o delegado ouvirá a outra menina de 15 anos de idade. Informalmente ela teria afirmado ao Conselho Tutelar que também sofreu estupros praticados pelo pai. Se no depoimento ela formalizar a denúncia, o jardineiro responderá por quatro estupros, sendo dois de vulneráveis, aplicado em caso de agressão a menor de 14 anos, o que incide em maior pena.

Os dois meninos estavam sujos e com hematomas pelo corpo. Suspeita-se que o pai os obrigava a realizar trabalhos forçados, mas a polícia ainda não sabe se sofreram algum tipo de violência sexual. "Os garotos parecem ter receio de contar se sofriam agressões. Só abordaremos a questão nos depoimentos feitos no decorrer da semana".

As crianças estão em um abrigo público sob responsabilidade do Conselho Tutelar. Com o pai, os cinco moravam em bairro na periferia e afastado da região central da cidade, chamado Primavera III. O suposto agressor está preso preventivamente na Cadeia Pública Municipal. O homem, natural de Santa Rosa (RS), negou o crime e recebeu apoio de seus familiares. Ele será ouvido pelo delegado.

O inquérito policial deverá ser encerrado até o dia 31 de janeiro. O crime de estupro prevê a pena de sete a 10 anos de reclusão, no caso de menores de 14 anos, a pena varia de 8 a 10 anos de prisão.

 

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