Greve de médicos-residentes continua nesta quinta em todo o país

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A greve nacional dos médicos-residentes continua nesta quinta-feira (18) porque a categoria não aceitou a proposta do Ministério da Saúde que ofereceu um reajuste de 20% na bolsa-auxílio de R$ 1.916,45 a partir de 2011, segundo a ANMR (Associação Nacional de Médicos Residentes). A categoria pede aumento de 38%, mais a instituição dos auxílios moradia e alimentação, além da correção dos valores futuros da bolsa-auxílio, usando como base a inflação e o aumento do salário mínimo. Ao menos 18 mil residentes aderem a greve, número equivalente a mais de 80% dos 22 mil médicos residentes do país, de acordo com a associação.

O presidente da ANMR, Nívio Moreira Junior, destacou que o movimento ganhará mais força com adesões de grandes hospitais em São Paulo a partir desta quinta-feira (19), entre eles, o Santa Marcelina, Hospital das Clínicas e Hospital do Servidor.

– A categoria mantém canal de negociação com os Ministérios da Educação e da Saúde e aguarda nova proposta. Se a oferta for adequada ao nosso pleito, voltamos imediatamente às nossas atividades.

Moreira disse que comunicou a decisão à representante do MEC na Comissão Nacional de Residência Médica, Jeanne Michel, durante a tarde. A entidade formaliza documento com a decisão para enviá-lo ao governo federal ainda hoje. Sobre o impacto da paralisação para a assistência à população, o presidente da ANMR ressaltou que os residentes não atuam sozinhos, mas sempre com supervisão de outros médicos.

– As instituições de saúde devem assegurar atendimento (consultas, cirurgias e demais procedimentos) com profissionais contratados. Nos serviços de urgência e emergência está sendo mantido número de 30% de residentes.

Motivo da greve

A proposta do governo realizada nesta segunda-feira (16) foi recusada em assembleia realizada na noite de terça (17) pela associação e reiterada hoje. A paralisação, iniciada na terça, é direcionada ao atendimento ambulatorial e às consultas médicas nos hospitais. Nesta quarta, as paralisações se mantiveram com atividades locais, como audiências com secretários estaduais de Saúde e parlamentares, além de caminhadas e concentrações nos hospitais. Na quinta, outras assembleias acontecerão pelo país.

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