CÁCERES Manifestação em Cáceres reúne 4 mil e critica educação e gastos com a Copa

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A Praça da Sematur, em Cáceres (225 Km a oeste de Cuiabá), local que tradicionalmente sedia o Festival Internacional de Pesca, foi o ponto de concentração dos cerca de 4 mil manifestantes que saíram às ruas em apoio ao movimento que ganha força em centenas de cidades brasileiras nesta semana protestando contra a corrupção. O ato durou cerca de 2h30 e além de protestar contra corrupção, teve como diferencial o apelo por melhorias no curso de Medicina que foi implantado recentemente na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), mas que já é alvo de denúncias de universitários que apontam várias irregularidades. Os gastos com preparativos para a Copa do Mundo também foram criticados.


Cacerenses protestaram contra irregularidades no curso de Medicina da Unemat e criticaram os investimentos com a Copa em detrimento à saúde

De acordo com a PM, o movimento foi pacífico do começo ao fim. Entre os manifestantes, destaque para estudantes da rede pública estadual e centenas de universitários. Também houve a participação de funcionários públicos, professores, profissionais liberais. Após deixar a Praça, a passeata seguiu pelo centro histórico da cidade percorrendo várias ruas até passar em frente a Câmara Municipal de Cáceres. O trajeto seguiu pela região central até chegar à sede da Unemat, no bairro Cavalhada. A concentração ficou na parte externa da instituição.

No local, os participantes da passeata pediram melhorias estruturais e mudança da metodologia de ensino no curso de Medicina. Também cobraram mais investimentos na educação pública oferecidas nas escolas municipais e estaduais. Com máscaras nos rostos, cartazes e muitas faixas, os manifestantes reclamaram ainda do caos que assola a saúde pública no município e no Estado e cobraram melhorias na setor. Entre os cartazes, também tinham protestos contra a corrupção nos órgãos públicos praticada por servidores e políticos.

A PEC 37 também foi alvo das manifestações. Centenas de manifestantes também teceram críticas ao governo do Estado pelos gastos com obras da Copa como a Arena Pantanal, em fase de construção em Cuiabá e também obras de mobilidade. Eles questionavam a falta de investimentos em áreas essenciais como saúde e educação ao passo “que dinheiro para a Copa tem”.

Para garantir a segurança dos manifestantes, a Polícia Militar colocou cerca de 50 homens nas ruas que seguiram ao lado da passeada até o final. Todos os policias estavam desarmados. (Colaborou Sinézio Alcântara)

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