Caso Fabrício: Racismo, ironias do Grêmio e sanções

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O caso do lateral Fabrício, que se descontrolou e brigou com a torcida do Internacional neste meio de semana, ganhou ainda mais repercussão nesta sexta-feira. O assunto está sendo debatido em diversas frentes, desde possíveis sanções que o atleta pode receber até o suposto caso de racismo que ele teria sido vítima.

Suspenso pelo Colorado até segunda-feira, o jogador voltou para São Paulo, sua cidade natal, e só vai começar a definir o seu futuro na semana que vem. O Inter está estudando as possibilidades jurídicas para tratar do caso e evita antecipar alguma informação.

“Qualquer manifestação nossa pode gerar uma indenização. Somente o presidente falará em nome do Inter. Nós sempre nos reunimos e esse foi mais um caso que discutidos. É lamentável, mas estamos em estudo para proteger o clube”, revelou o vice-presidente jurídico do Inter, Marcelo de Freitas e Castro, à Rádio Gre-Nal.

O árbitro do confronto com o Ypiranga citou na súmula o comportamento de Fabrício durante o lance e o jovem atleta pode ser punido com até 12 jogos sem poder atuar por suas atitudes.

“Ele irá a julgamento. Com certeza, estaremos lá representando o Inter e o atleta”, garantiu o dirigente.

Racismo Por outro lado, um possível caso de ofensa racial foi registrado por uma das câmeras da transmissão. Nas imagens, aparece um torcedor colorado, Vinicius Paixão, aparentemente xingando o lateral de macaco. Mas ele nega a injúria passível de prisão.

“Eu falei “vai tomar no c…, cara…”. Sou tão negro como Fabrício. Não faria sentido”, justificou ao jornal Zero Hora.

© Fornecido por Goal.com

O presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Francisco Noveletto, não vê motivo para abertura de inquérito no TJD-RS contra o clube do Beira-Rio, usando um argumento polêmico.

“Ali fizeram muito barulho também e crucificaram a menina (torcedora do Grêmio no caso Aranha). É compreensível a reação do torcedor, que estava de cabeça quente com o Fabrício pela atitude que ele teve. Todo dia morrem 15 negrões por aí e ninguém se preocupa”, disse Noveletto em entrevista à Rádio Guaíba.

Já o Grêmio, excluído da Copa do Brasil 2014 pelas ofensas proferidas ao ex-goleiro santista, preferiu usar a ironia para comentar a situação.

“Pelo tratamento que a mídia gaúcha dá aqui, racismo só acontece no Grêmio. Para a imprensa gaúcha isso não existiu. O racismo só existe no Grêmio, não há a menor possibilidade de isso acontecer em outros clubes. Só sobrou para o Grêmio, e a imprensa se nega a comentar o caso. Não aconteceu nada agora! A culpa dos 500 anos de escravidão é do Grêmio”, bradou o diretor jurídico do Grêmio, Nestor Hein a ESPN.

“Quando o Grêmio foi punido, o Aranha foi intitulado como Martin Luther King. Provavelmente o Fabrício, que é um menino que tem problemas pessoais e passou por um momento de destempero na quarta-feira, será quem, nem o Negrinho do Pastoreiro?”, completou.

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