ASSINATURAS DE RIVA Banco tem 5 dias para enviar cheques originais à juíza

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Welington Sabino.


A juíza Selma Rosane Santos Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, responsável pela ação penal contra o ex-deputado José Riva (PSD) acusado de chefiar um esquema de mais de R$ 62 milhões da Assembleia Legislativa, expediu ofício ao Banco do Brasil com prazo de 5 dias para encaminhar documentos originais (cheques) que serão utilizados para perícia grafotécnica. As cópias que constam no processo foram enviadas ao banco para especificar quais documentos originais precisam ser fornecidos.

A medida foi adotada porque Riva, durante a audiência de instrução e julgamento, realizada no dia 9 de junho, não reconheceu sua assinatura em alguns cheques usados para pagar empresas que supostamente forneceram materiais gráficos e de expediente para a Assembleia entre os anos de 2005 e 2009, período em que, segundo o Ministério Público Estadual (MPE), o esquema de desvio de dinheiro funcionou no Legislativo Estadual. O objetivo da perícia é descobrir quem assinou os cheques que Riva diz não reconhecer sua assinatura.

O ofício, expedido na última sexta-feira (26), é endereçado ao gerente do Banco do Brasil, setor público, no 13º andar do prédio situado na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Av. do CPA), em Cuiabá. A perícia faz parte das diligências complementares após o término da instrução processual já que a última audiência de instrução e julgamento na qual Riva foi interrogado foi realizada no começo deste mês.

José Riva é acusado pelo Ministério Público Estadual de ser o mentor de um esquema de desvio de dinheiro da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que supostamente funcionou entre os anos de 2005 e 2009. De acordo com o MPE, o prejuízo ao erário chega aos R$ 62 milhões. Alvo da Operação Imperador deflagrada no dia 21 de fevereiro deste ano pelo Grupo de Atuação Especia contra o Crime Organizado (Gaeco), o ex-deputado ficou preso por 123 dias até ganhar um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 23 deste mês.

Desde então, ele foi colocado em liberdade, mas a juíza Selma Rosane determinou que ele use tornozeleira eletrônica e impôs uma série de medidas restritivas que devem ser respeitadas por Riva, entre elas, não frequentar a Assembleia Legislativa de Mato Grosso e nem deixar Cuiabá sem a expressa autorização da magistrada. Ela também enviou ofício para a Polícia Federal para que não expeça novo passaporte ao ex-deputado. A notificação também foi encaminhada aos embaixadores da Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela.

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