Câmara do DF gasta 69% a mais com trabalho “extra” de deputados e não resolve caso Arruda

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Convocado para que as denúncias sobre o suposto esquema de propina no governo do Distrito Federal não caíssem no esquecimento, o trabalho dos deputados distritais em janeiro deste ano custou R$ 14,7 milhões a mais à Câmara Legislativa do que no mesmo período do ano passado, quando a Casa estava em recesso.

No total, foram R$ 35,9 milhões gastos pela Câmara, de acordo com dados do Siggo (Sistema Integrado de Gestão Governamental, que traz as despesas) levantados pela Comissão de Orçamento da Câmara Legislativa a pedido do R7. O valor é 69% a mais do que os R$ 21,2 milhões comprometidos em janeiro de 2009.

Na prática, porém, os dias a mais de trabalho não renderam muitos resultados e o ano Legislativo começa oficialmente nesta segunda-feira (1º) como terminou em 2009: com nada resolvido. A presidência da Câmara continua sendo exercida de forma interina, os processos de impeachment do governador José Roberto Arruda (sem partido) seguem parados e a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) foi parcialmente desintegrada.

O detalhamento das despesas da Câmara do DF mostra que a administração de pessoal e manutenção de serviços administrativos foram os itens que mais influenciaram o aumento de gastos, crescendo 221% neste ano em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando os gabinetes e serviços administrativos funcionavam parcialmente, por causa do recesso.Em janeiro de 2009, quando o escândalo de corrupção ainda não tinha atingido a Câmara, a despesa com serviços administrativos ficou em R$ 969 mil. A autoconvocação – quando os parlamentares tiveram de voltar antes do fim do recesso – iniciada em 11 de janeiro elevou a despesa este ano para R$ 3,1 milhões.

 

A comparação dos gastos com servidores mostra que, em 2009, a rubrica de administração de pessoal registrou despesa de R$ 17,3 milhões e neste ano os gastos pularam para R$ 21,1 milhões, um acréscimo de 21,6%.

Procurado pelo R7, o presidente interino da Câmara Legislativa do DF, deputado Cabo Patrício (PT), disse que não ia comentar o assunto e pediu que a reportagem entrasse em contato com Wilson Lima, o primeiro-secretário. Este, por sua vez, pediu que o assunto fosse tratado com técnicos de RH (Recursos Humanos) da Casa. Os técnicos disseram que não podem responder à questão e passaram a reportagem para a assessoria da comunicação da Casa, que até agora não deu explicação

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