Câncer: os exames essenciais para o diagnóstico precoce

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Obter um diagnóstico precoce de câncer é algo essencial para iniciar um tratamento rapidamente, aumentando as chances de sucesso do tratamento e recuperação da doença. “A realização de exames em si não é capaz de prevenir o aparecimento de um câncer, mas é capaz de identificar um tumor numa fase tão inicial que pode ser encarada como uma medida preventiva, uma vez que reduzem as chances de complicações e de morte pela doença”, aponta o oncologista Tiago Biachi, doutor pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A melhor forma de garantir o diagnóstico na fase inicial de um câncer é investir nesses exames chamados de preventivos e de rastreamento. A seguir, especialistas apontam as recomendações de rastreamento para os tipos de câncer mais incidentes na população brasileira. Confira:

Mamografia e ultrassonografia mamária

A mamografia é o exame oficial para diagnóstico do câncer de mama. A recomendação de órgãos como o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e a Sociedade Americana do Câncer é de que a mamografia seja feita anualmente a partir do 40 anos. “Essa diretriz é válida para mulheres assintomáticas e que não apresentam histórico familiar da doença ou alterações em exames anteriores”, explica a mastologista Vilmar Marques, da Sociedade Brasileira de Mastologia.

Essa faixa etária foi escolhida porque as mulheres entre 40 e 69 anos são as principais vítimas da doença, uma vez que a exposição ao hormônio estrógeno (principal causador dos tumores) está no auge com a chegada dessa idade. A partir dos 50 anos, particularmente, os riscos entram em uma curva ascendente.Já para mulheres que possuem casos de câncer de mama na família, a mamografia deve começar a ser feita 10 anos antes do caso mais precoce entre as parentas que tiveram a doença. Por exemplo: se uma mulher descobriu um câncer de mama aos 40 anos, sua filha ou irmãs devem começar a fazer mamografias anualmente aos 30 anos.

“Pacientes que apresentaram alguma alteração em exames de imagem anteriores classificadas como provavelmente benignas devem fazer um controle a cada seis meses no primeiro ano e depois anual por dois anos, caso não haja alteração”, diz a especialista.A mamografia só pode ser feita a partir dos 25 anos de idade, uma vez que a radiação pode afetar as mamas mais jovens. Por isso, adolescentes até essa idade podem optar pela ultrassonografia mamária para acompanhamento e diagnóstico de eventuais alterações nas mamas.

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