Fabris deve assumir vaga de Bosaipo no TCE, que não “aprova” indicação

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Suplente de deputado Gilmar Fabris deve assumir vaga do Tribunal de Contas

O suplente de deputado Gilmar Fabris (PSD) deve mesmo assumir a cadeira de Humberto Bosaipo no Tribunal de Contas. Apesar da resistência por parte de membro do TCE, o social-democrata está nas articulações finais para reunir parlamentares que vão dar aval a fim de ficar no cargo vitalício. Na próxima semana, o TCE já deve ter avaliado pedido de aposentadoria proporcional apresentado por Bosaipo e Fabris vai para o posto.

O suplente tem a benção do cacique do PSD José Riva e do correligionário deputado José Domingos Fraga. Nos bastidores, revela-se que eles estavam presentes em reunião com outros deputados, que discutiram a indicação à vaga, na semana passada. Devido à resistência ao órgão, era proposto rodízio mais frequente para beneficiá-lo no próximo ano, a ponto de já legislar por quatro meses a partir de fevereiro, quando começa a nova legislatura. Ao que tudo indica a proposição não foi adiante e ele deve mesmo ficar na cadeira mais disputada de Mato Grosso. Para ser conselheiro, deve apenas passar por sabatina na Assembleia e ser “ficha limpa”.

Neste sentido, o TCE torce o nariz pela indicação de Fabris devido à ficha não muito ilibada. Ele é investigado em, pelo menos, duas operações no Estado. Uma trata da Ararath. O social-democrata foi um dos alvos da 6ª fase da investigação e sua residência sofreu busca e apreensão. Na 5ª fase foram encontradas planilhas de supostos empréstimos ilegais feitos por deputados, entre eles Fabris. Ele teria recebido R$ 2 milhões. A papelada foi encontrada na casa do ex-secretário Eder Moraes, que chegou a ser preso, mas hoje se encontra solto.

A outra operação se refere a Cartas Marcadas, na qual foi alvo de investigação por prática de crimes contra o sistema financeiro. Fabris é acusado de integrar esquema que desviou quase R$ 500 milhões na emissão de cartas de crédito. Os cálculos das certidões de créditos foram sobrevalorizados de forma dolosa e tiveram homologação sem qualquer conferência, tanto pela Procuradoria-Geral como pela secretaria de Fazenda (Sefaz). As investigações foram conduzidas pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Pública, da Polícia Judiciária Civil.

Conselheiro

Cada conselheiro do TCE recebe salário de R$ 24,1 mil e R$ 7,2 mil de auxílio-moradia.  Eles ainda contam com o chamado título de aquisição de obras, que é outro complemento disponibilizado a cada seis meses no mesmo valor de um salário. A principal vantagem, contudo, é que o cargo é vitalício, ou seja, tem os benefícios pela vida inteira, sendo vedado o afastamento ou demissão, com exceção apenas de casos judiciais transitado em julgado.

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