Uma vila operária, com alojamentos para abrigar 2.500 trabalhadores, com toda infraestrutura necessária, panificadora, posto de combustível, oficina, restaurante, escritórios, e uma área de lazer com campo de futebol, academia e lan house. Assim ficará o canteiro de obras da usina hidrelétrica Colíder, a primeira do complexo hidrelétrico do Teles Pires que já está sendo construída a todo vapor. A reportagem esteve no local, onde foi recepcionada pelo engenheiro civil da Copel, Paulo Manfron e pode ver de perto o avanço da obra e as mudanças que estão ocorrendo.
Atualmente, cerca de 800 trabalhadores já estão realizando os trabalhos e pelo menos 500 deles, são da região. Eles são levados diariamente de ônibus ao local, partindo de Nova Canaã ou Colíder, porque os alojamentos ainda estão sendo construídos. De acordo com Manfron, no pique das obras, em 2012, serão 2.500 trabalhadores diretos e indiretos trabalhando ali, em dois turnos.
A obra ainda está em sua primeira fase, que compreende a escavação do solo, sendo que 30% dela já foi concluída. De acordo com o planejamento, até no final deste ano, seja concluída essa parte de escavação. “Na época das chuvas, a escavação de solo deve parar, mas está prevista em nosso cronograma a parte de escavação em rocha nesse período, bem como o início da estrutura de concreto do empreendimento”, afirmou ele. Ou seja, os trabalhos não vão parar, serão apenas direcionados para outras frentes.
A construção da Usina Hidrelétrica Colíder afetará diretamente os municípios de Colíder, Nova Canaã do Norte, Itaúba e Cláudia. A obra é integrante do Programa de Aceleração do Crescimento, do Governo Federal, e será o primeiro de cinco aproveitamentos hidrelétricos previstos para serem instalados no rio Teles Pires. Faz parte de um projeto de expansão hidrelétrica do Brasil na área da bacia do rio Tapajós, um dos principais afluentes do rio Amazonas.
O empreendimento terá potência instalada de 300 megawatts, o suficiente para atender ao consumo de uma cidade com 850 mil habitantes. O município mais afetado, que terá a maior área alagada, será Itaúba.
O empreendimento terá potência instalada de 300 megawatts, o suficiente para atender ao consumo de uma cidade com 850 mil habitantes. O município mais afetado, que terá a maior área alagada, será Itaúba.
Dados técnicos: A usina terá barragem e demais estruturas construídas no trecho médio do rio Teles Pires, com 1.526 metros de comprimento na crista e 40 metros de altura máxima. O lago artificial, também denominado reservatório, terá 171,7 km² – sendo 33,8 km² a área correspondente à calha do rio e 137,9 km² de área a ser alagada.
