Testemunhas são dispensadas e os Nardoni começarão a ser ouvidos

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Todas as testemunhas que restavam para ser ouvidas no julgamento do caso Isabella foram dispensadas no final da tarde desta quarta-feira (24). A informação foi divulgada pela assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo. Às 18h, o tribunal divulgou que, em instantes, começariam a ser ouvidos os réus do caso, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.

Pouco tempo antes, a assessoria havia dito que a defesa do casal havia dispensado cinco testemunhas convocadas. Ao todo, tinham chamadas para depor pela equipe de Podval 17 pessoas. Seis delas já haviam sido dispensadas no primeiro dia de julgamento, na segunda-feira passada (22).

A defesa só ouviu duas testemunhas convocadas exclusivamente pelos advogados: o jornalista da Folha de S. Paulo Rogério Pagnan e o escrivão do 9º Distrito Policial Jair Stirbulov.

O jornalista Rogério Pagnan começou a depor no julgamento do caso Isabella por volta das 17h desta quarta-feira. Ele ouviu do pedreiro Gabriel Santos Neto, que fazia obras em uma casa nos fundos do edifício London, que o imóvel foi invadido na noite do crime. Mais tarde, o pedreiro negou a versão à polícia.Na noite de terça-feira (23), Roberto Podval já havia manifestado a intenção de diminuir o número de testemunhas para acelerar o julgamento. Na manhã desta quarta, ele reforçou a afirmação e disse que poderia reduzir o número de testemunhas à metade.

 

Sem acareação

O juiz Maurício Fossen negou o pedido da defesa do casal Nardoni de realizar uma acareação entre Ana Carolina Oliveira e os réus Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá.

– Não tem cabimento. 

O juiz argumentou que a acareação é usada para confrontar testemunhos em busca de inconsistências. Apesar da negativa, a mãe de Isabella segue confinada e não foi dispensada do julgamento.

A delegada Renata Pontes, que também não tinha sido dispensada após o depoimento a pedido da defesa, foi liberada. Ela falou aos jurados na terça-feira (23) e disse acreditar "100%" na culpa do casal.

Passos seguintes

Após o interrogatório dos réus, pode haver leitura do processo se o pedido for feito. Em seguida, começam os debates entre acusação e defesa, com a fala do promotor Francisco Cembranelli. Ele pode defender sua tese por duas horas e meia. O advogado Roberto Podval terá direito a usar o mesmo tempo. Cembranelli pode decidir por uma réplica, também de duas horas. Havendo a réplica, passa-se à tréplica com a fala da defesa (duas horas).

Após o debate, os sete jurados se reúnem com o juiz, promotor e advogados na sala secreta para decidir o veredicto (absolvição ou condenação). Se houver condenação, o tempo da pena é determinado pelo juiz Maurício Fossen.

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