O Sindicato dos Servidores do Departamento de Trânsito de Mato Grosso (Sinetran/MT) aguarda notificação judicial sobre a decretação de ilegalidade da greve para convocar assembleia da categoria e discutir encaminhamentos. A decisão em caráter liminar foi proferida pelo desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha na última quinta-feira (29).
A presidente do Sinetran, Daiane Renner, disse que é preciso receber a notificação para definir o rumo da paralisação, iniciada em 26 de outubro. Esta é a segunda greve da categoria em 2015.
A principal pauta de reivindicações é a convocação dos aprovados no concurso público da autarquia. O governo afirma ter condições de nomear 30 servidores o que não soluciona a defasagem de profissionais segundo o sindicato, ao lembrar que 489 pessoas foram aprovados no concurso de julho último.
Na semana passada, o Sinetran encaminhou contraproposta ao governo, reivindicando a nomeação de 70% dos aprovados para este ano e o restante em junho de 2016.
Durante as negociações entre a Secretaria de Estado de Gestão (Seges) e o Sinetran-MT, o governo afirmou ser impossível fazer as nomeações no atual momento em função dos limites para despesas com pessoal fixados pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).
Apesar disso, o Executivo apresentou um cronograma, depois de consultar o Tribunal de Contas do Estado (TCE) sobre o enquadramento da carreira dos profissionais, informando que as convocações serão iniciadas neste mês com 30 nomeações e o restante ficará para os anos de 2016, 2017 e 2018, fato que revoltou a categoria.
“Temos uma defasagem de mais de 70% de servidores. Alguns municípios funcionam com apenas um servidor. A forma em que o Estado propõe a nomeação traz mais prejuízos para a categoria e à população que precisa dos serviços do Detran”.
