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Silval pede desculpas para sociedade

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GD


O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) depôs novamente nesta quinta-feira (12) à CPI da  Copa do Mundo. 

Esta é a terceira vez que o ex-governador deixa o Centro de Custódia da Capital (CCC) para oitiva em CPI. Na primeira vez, ele depôs à CPI da Sonegação e Renúncia Fiscal, no mês de outubro do ano passado.

Ontem, Silval e o e o engenheiro Marco Aurélio Sousa Martins – proprietário da Fercosult, empresa que doou projeto básico do VLT, foram ouvidos pelos deputados. 

Ele aproveitou para se defender sobre as acusações de que teria deixado o governo ‘quebrado’, apresentado uma série de documentos ao líder do Governo Wilson Santos e para os demais deputados membros da CPI.

Veja trechos do depoimento 

18h- Wilson pergunta o que ele faria se virasse governador agora.

Silval respondeu que tocaria as obras e aproveitaria todos os recursos alocados para concluir o pacote de obras.

Sobre auditorias, Silval alega que realizaria as auditorias que Pedro Taques realizou, porém, sem o Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira). “Eu faria as auditorias,  mas não acho justo com o Cira”. 

17h55- Wilson Questiona sobre a fala de José Riva em distribuir a ‘carga’ de diversas responsabilidade a cada um. “Ele trabalhava em todo estado, estava envolvido em tudo, eleição de associação de municípios, obras ou assuntos importantes estava Riva brigando por tudo. Ele que faça o que desejar. Ele não tinha como interferir nas ações que tomávamos”.

17h44- Eder acertou em tudo. O nosso problema é o excesso de Obras. Tivemos problemas porque fizemos obras, quem não tem problema não faz obra. 

Silval nega que o ex-deputado José Riva foi o  ‘pai do VLT’, ao ser indagado pelo deputado Wilson Santos.  Silval atribuiu a falta de fiscalização por parte da Assembleia Legislativa.

Wilson Santos propôs que Silval faça delação premiada. “Se quiser delatar, nós podemos ajudar. Traremos o Ministério Público aqui”. “Vou me defender. O STF já revogou duas prisões e confio que reverterei esta terceira”, disse Silval.

Silval citou sobre o processo em que Wilson é réu na Justiça por fraudes na licitação para obra do Rodoanel em 2005, quando era prefeito de Cuiabá. O atual deputado teve R$ 23 milhões bloqueados pela Justiça Federal.

O deputado lembrou também sobre a falta das obras do PAC para Cuiabá trouxe um prejuízo irreparável para o povo. 
 

16h15- Deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), citou uma fala do ex-secretário Eder Moraes, que havia dito que eram ‘frouxos’ para não terminar as obras. Silval falou não haver nada contra Eder Moraes.

Quanto às indicações para ocupar cargo na Secopa, o ex-governador afirma que só ocupou o cargo de presidente da Secopa por competência.

15h48-  Ele criticou a burocracia de liberação de recursos, desapropriações. Silval citou que era a obra mais fiscalizada de todas.

“Fugiu do meu controle e vontade de terminar por causa desse conjunto burocrático.Ninguém sonha mais do que eu com essa obra do VLT”.

Ele argumentou que não conseguiu multar as empresas que estrasaram as entregas por causa da burocracia. “Meu erro foi fazer esse volume de obras, peço desculpa para todos, a sociedade”.

O deputado Wagner Ramos (PSD) disse que a licitação do VLT, o Estado havia previsto um gasto de R$ 1,6 bilhão. O consórcio vencedor, porém, apresentou custo global de R$ 1,477 bilhão, ou seja, abaixo do estimado.

Quanto aos valores dos vagões, o Estado havia estimado o valor de R$ 410 milhões, enquanto que o consórcio apresentou o valor de R$ 497 milhões. O Estado pagou este último valor.

Veja vídeos


 

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