Reerguer o PSDB no Estado é um desafio desumano, avalia Leitão

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Com o fim da indefinição sobre sua situação na Câmara Federal, Nilson Leitão (PSDB), que deve assumir a cadeira de Ságuas Moraes (PT), nos próximos dias, agora respira aliviado para liderar o processo de reestruturação de seu partido. Ele não esconde que o impasse tomava muito seu tempo com viagens à Brasília e que esperava uma decisão para dar início às principais demandas do diretório.

     O PSDB, que saiu desestruturado das últimas eleições, quando conseguiu eleger apenas um deputado estadual, Guilherme Maluf (PSDB), que se licenciou do cargo acerca de um mês, dando a vaga para o também tucano Carlos Avalone, busca ânimo novo para recuperar o prestígio que já teve em Mato Grosso, quando contava com nomes como o do ex-governador por dois mandatos, Dante de Oliveira, do ex-senador Antero Paes de Barros e do próprio Wilson Santos, que apesar de, após seis anos, deixar a prefeitura de Cuiabá sob desgaste, teve uma postura atuante na Câmara Federal.

     “É um desafio quase desumano”, comenta Leitão, que é presidente do diretório regional do PSDB. “Quem está na oposição, perde uma gordura danada, mas temos história e musculatura para nos reerguer”, disse. Ele reconhece que, para isso, é preciso ter conceito. De acordo com o tucano, um dos principais erros da legenda, durante a campanha passada, foi renegar seu passado.

     “Por muito tempo a gente teve medo de assumir as privatizações feitas pelo Fernando Henrique Cardoso, já que ele tinha perdido as eleições, mas quem pode dizer hoje que a venda da Cemat não foi boa para Mato Grosso?”, questiona. “Precisamos trazer gente nova, mas não podemos esquecer o nosso passado. Temos que recuperar as coisas boas que já fizemos e aprender com os erros”, completa.

    Apesar de sua posse dar um ânimo novo ao tucanato, uma das principais polêmicas vividas pela legenda é a relação com o prefeito Chico Galindo (PTB). Alvo de inúmeras críticas, o chefe do Executivo, que herdou o cargo de Wilson, é fruto de um conceito do PSDB, conforme ressaltou Leitão, por isso, a aliança deve continuar até o fim.

    Ele não teme, por exemplo, que as críticas sobre o prefeito respinguem sobre Maluf, o pré-candidato tucano à prefeitura de Cuiabá. Para provar isso, ele se reuniu, juntamente com o deputado licenciado e o vereador por Cuiabá, Antonio Fernandes (PSDB), com Galindo, na tarde desta quinta (9) pararatificar o apoio do tucanato ao prefeito.

     Outra situação preocupante para o presidente do diretório regional é a criação do PSD, que tem sido marcada pela debandada de lideranças de diversos partidos. Leitão acredita que a nova sigla ainda não atingiu o PSDB. “Se afetar, estamos tranquilos, porque se perdermos alguma coisa, é só gordura, a musculatura continua firme”, destacou.

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