Policiais militares de Mato Grosso ameaçam parar as atividades por 24 horas a partir desta terça-feira (22), em protesto contra as condições de trabalho da categoria. No início do ano, os praças – cabos e soldados – pleitearam aumento salarial de 50% junto ao governo do Estado, o que foi negado.
| Divulgação |
Durante a manhã de hoje (22), um grupo de cerca de 50 policiais militares à paisana se mobilizou no bairro Ipase, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Categoria utilizou mensagens para conclamar os colegas de farda para a mobilização, porém, pediam para que fossem sem o uniforme.
De acordo com o cabo Elizeu Nascimento, representante da categoria, a mobilização visa chamar a atenção da sociedade para a realidade dos policiais militares do Estado, que estão atuando sem a valorização e dignidade necessária.
Além disso, os praças não se contentam com a negativa do governo em não equiparar os salários e não ceder aos 50% almejados desde o início do ano pela categoria. Segundo o PM, apesar da aprovação de novo Plano de Cargos, Carreiras e Salário (PCCS) o salário continua defasado, e cita o exemplo de um cabo, que precisa atuar durante 9 anos para ser promovido, o que bate de frente com a realidade financeira de um pai de família.
Categoria divulgou uma nota em que manifesta as reivindicações, mas afirma que a paralisação não é greve.
Outro lado – Tenente Coronel Paulo Ferreira Serbija Filho, coordenador de comunicação da PM, disse que o comando da corporação não foi procurado sobre a manifestação realizada nesta terça-feira (22), e que a PM está aberta ao diálogo para tentar um caminho comum. “O comando sempre esteve aberto”. Afirmou ainda que o policiamento está mantido em todo o Estado.
Bahia – Na semana passada, os policiais militares do Estado da Bahia deflagraram greve que durou por dois dias. No período, foram registrados 52 homicídios no Estado. Categoria pleiteava aumento salarial e melhores condições de trabalho. Greve terminou depois que a categoria conseguiu aumento de 25% para o administrativo, 45% para o operacional e 60% para motoristas.
