Médico de Schumacher fala que recuperação pode levar de um a três anos: “É preciso dar tempo ao tempo”

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O tempo de recuperação de Michael Schumacher pode levar de um a três anos. A opinião é do Dr. Jean-Francois Payen, que tratou do heptacampeão logo após o grave acidente de esqui no ano passado. O alemão está em processo de reabilitação em sua casa, na Suíça.

Em dezembro último, Schumacher esquiava nos Alpes franceses, quando sofreu uma queda e bateu a cabeça. Depois de quase seis meses internado no  Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, ainda na França, Michael foi transferido em meados de junho para o Hospital Universitário de Cantão de Vaud, na Suíça, para dar sequência ao seu longo processo de reabilitação. No início de setembro, Schumacher deixou a clínica suíça e foi levado para a casa.

Na nota enviada à imprensa pela assessoria de Michael na época, a transferência não indicava uma melhora significativa em seu quadro. Segunda imprensa alemã, o maior vencedor da F1 vem sendo tratado por uma equipe especializada de 15 pessoas em sua casa, também na Suíça.

Michael Schumacher (Foto: Getty Images))© Fornecido por Grande Prêmio Michael Schumacher (Foto: Getty Images))

“Eu tenho acompanhando algum progresso, mas eu diria que ainda vai levar tempo. É como outros pacientes, é uma escala de um a três anos, então temos de ser pacientes”, disse Payen, anestesista-chefe do Centro Hospitalar Universitário de Grénoble, depois de uma visita a Schumacher. O depoimento foi dado à rádio francesa RTL.

O médico também destacou o papel desempenhado pela esposa de Michael, Corinna, durante os últimos meses e definiu a conduta dela como “extraordinária”. “Ele está em condições muito favoráveis. Sua esposa está rodada por excelentes conselheiros e colocou tudo em prática para ajudá-lo na recuperação. Corinna certamente é a pessoa mais próxima de Michael no momento, mas ela possui a cabeça no lugar e está ajudando muito. O que ela está fazendo é simplesmente extraordinário”, contou.

“Ela encontrou uma forma de partilhar com a família e com os parentes mais próximos uma vida que possa ajudar Michael por anos e anos. Ela realmente é uma boa pessoa”, completou.

Por fim, o Dr. Payen ainda acrescentou: “A vida depois de uma lesão cerebral é pontuada por passos que podem gerar desde sequelas simples até as mais complicadas, e é isso. Você apenas precisa seguir em frente, mas também deve dar tempo ao tempo.”

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