Desde que voltou ao Brasil, Lúcio tem mostrado seu lado mais polêmico. Após se envolver em vários bate-bocas no clássico do último domingo (16), o zagueiro palmeirense não poupou críticas ao ex-companheiro Marco Materazzi.
Ao rebater as declarações do ex-colega de Inter de Milão, que lhe sugeriu aposentadoria e revelou ameaças do técnico José Mourinho por suas subidas ao ataque, o zagueiro do Palmeiras contestou até o caráter do italiano, famoso por levar uma cabeçada de Zidane na final da Copa de 2006.
— Como jogador, mostrou que era um mau caráter que entrava para machucar. Eu jogava ao lado dele e já o ouvi dizer que entrava em campo para machucar os adversários. Ficou marcado por isso e está se postando da mesma forma fora de campo, como mau caráter.
Em entrevista ao jornal Lance!, Materrazzi havia criticado a personalidade e o estilo de jogo do zagueiro brasileiro.
— Não dá para saber o que se passa na cabeça do Lúcio. Ele não fala com ninguém, é um cara muito fechado. Deveriam erguer uma estátua para o Samuel, jogar ao lado do Lúcio não é nada fácil. Na da final da Liga dos Campeões de 2010, Mourinho advertiu o Lúcio: “Se você pegar a bola e subir ao ataque daquele jeito maluco, vou te tirar na hora”. Com menos de cinco minutos o Lúcio foi ao ataque, acabou desarmado e tomamos um contragolpe nos pés do Olic. O Mourinho ficou maluco. Só não tirou o Lúcio porque era começo do jogo. No intervalo, o Mourinho ameaçou: “Lúcio, se você fizer aquela porcaria de novo eu te mato!”.
No lançamento do novo uniforme do Palmeiras na manhã desta terça-feira (18), Lúcio afirmou que Materazzi é recalcado e não soube respeitar seu melhor momento.
— É um pouco de recalque que ele tem, sem dúvida por ser jogador da posição. Quando eu fui em 2009, a Inter não passava das oitavas da Liga dos Campeões. É difícil falar do Materazzi porque, quando fui para a Itália em 2009, a última vez que eu tinha o visto jogar bem foi em 2006. Tem um fundo de dor de cotovelo.
Por fim, Lúcio garantiu que mantinha boa amizade com o técnico português nos tempos de Inter de Milão.
— Com o Mourinho, sempre tive um relacionamento muito bom. Tem uma frase que me deixou muito feliz, estampada pela imprensa mundial, em que ele dizia que se fosse para a guerra o primeiro que ele levaria seria eu.
