A Justiça de São Paulo deu o primeiro passo para tentar resolver a briga entre Palmeiras e Osorio Forlan Júnior, que quer indenização de R$ 15 milhões pela saída de Valdívia.
O juiz Rodrigo Galvão Medina, da 9ª Vara Cível, marcou uma audiência de conciliação entre as partes para o próximo dia 30 de agosto, às 14h.
A iniciativa vem depois de o Palmeiras produzir um despacho em que avisava não querer saber de devolver a quantia investida pelo empresário, que exige alta quantia dos cofres palestrinos.
“Não há que se falar em devolução de valores pelo Palmeiras, tampouco em inadimplemento perpetrado pelo clube, apto a ensejar a aplicação da multa pleiteada pelo autor”, haviam dito os advogados do Palmeiras ao magistrado.
O clube desejava um julgamento antecipado da ação, mas não se opunha à marcação da audiência de conciliação. Osorio também não era contra e já tinha detonado o clube por meio dos tribunais.
Entre outras coisas, o empresário disse que Alexandre Mattos “humilhou” Valdívia, apontou que se ofereceu a pagar o salário do jogador em caso de renovação, ironizou o salário de Dudu e insinuou que a ida do chileno aos Emirados Árabes está “mal-contada”.
Entenda o caso
Furlan ajudou a gestão de Luiz Gonzaga Belluzzo – inimigo político de Nobre, que é apadrinhado por Mustafá, principal rival do economista nos bastidores palestrinos – a contratar o meia ao adquirir 36% de seus direitos econômicos, investindo R$ 6 milhões.
Em ação que corre na 9ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, o empresário cobra R$ 15 milhões por perdas e danos na negociação do meia Valdívia com o futebol árabe. E afirmou que se ofereceu até para pagar o salário do atleta para ele continuar no Palmeiras.
O Palmeiras não comenta as ações judiciais que correm em seu nome.
