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O irmão de J.M., Eliezer de Medeira, acusa a irmã de ter provocado a morte de Jairo Antony Medeira de Amorim, de 1 ano e 3 meses. Segundo ele, a criança sofria maus-tratos. “Apanhava muito. Era jogada no berço e judiada”.
A avó, mãe de J. M. e Eliezer, chegou a denunciar a própria filha há cerca de 3 meses, mas nada teria sido feito. Laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que o bebê foi vítima de bronco asfixia, por excesso de ingestão de alimento. Conforme a perícia, o menino tinha mais de 1 kg de alimento no estômago.
“Uma vez quando fui ver meu sobrinho. Encontrei ele no berço com os braços dentro de sacos de refrigerantes amarrados com elásticos. A mão da criança estava toda vermelha. Dava dó”.
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Eliezer conta que Jairo não era uma criança saudável. “Estava abaixo do peso para a idade e vivia triste”. Para ele, a irmã e o pai da criança não se importavam com nada e apenas mantinham a criança viva. “Acredito que ela tenha socado ele comer até engasgar”.
Quando questionado sobre os possíveis problemas psiquiátricos da irmã, Eliezer não soube explicar qual seria a doença. “Creio que ela não é normal. Nunca vi, mas acredito que ela e o meu cunhado faziam uso de drogas”.
Eliezer disse que ele e a mãe foram proibidos de visitar a criança. Para evitar maiores conflitos decidiram não ir ao velório e ao enterro do bebê. “Vou denunciar minha irmã. Ela precisa pagar pelo que fez. Quero justiça pela morte do meu sobrinho”.
Michele Machado da Silva, também irmã de J. M., garantiu que a mãe do garoto morto chegou a ser internada em 2012 e 2013 no Hospital Adalto Botelho para tratamento especializado, onde fez uso de medicamentos como o Diazepan 10 mg, Fenegan 25 mg, Clopromazina 100 mg, entre outros.
Da mesma forma que Eliezer, Michele acredita que J.M. não tinha condições psicológicas de cuidar da criança, mas descarta uso de droga pela irmã.
A Polícia Civil está investigando o caso. O pai de Jairo foi preso no domingo (10) porque tinha um mandado em aberto por agressão contra uma ex-companheira.
Entenda o caso
Jairo deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento da Morada do Ouro (UPA) no domingo, depois de engasgar. Ele foi atendido e morreu no local.
De acordo com a Polícia Civil, médicos que atenderam o menino acionaram o Conselho Tutelar depois de constatar que a criança apresentava muitos hematomas pelo corpo e cabeça, indicando que poderia ter sido espancado.
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