Haddad e Alckmin recuam e anunciam redução da tarifa do transporte para R$ 3 em São Paulo

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Decisão ocorreu após dia mais violento de protestos; medida passa a valer na segunda 

Após onda de protestos contra o aumento da tarifa de ônibus em São Paulo, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, e o governador do Estado, Geraldo Alckmin, anunciaram que o preço da passagem do Metrô, CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) e ônibus será reduzido de R$ 3,20 para R$ 3. A medida passa a valer na próxima segunda-feira (24).

A informação foi divulgada durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (19) no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul de São Paulo. A redução ocorre após 18 dias do aumento oficial do preço do transporte.

Ambos destacaram que o reajuste do início do mês estava abaixo da inflação. Segundo Alckmin, com isso, houve “ganhos de eficiência e produtividade para o usuário do sistema”.

— Nós [Governo de São Paulo], junto com o prefeito Fernando Haddad, temos trabalhado em conjunto, em benefício da cidade, da população. Tínhamos feito um esforço importante anteriormente em razão da questão da tarifa tanto que o reajuste que seria no início do ano foi postergado para o meio de junho para evitar pico inflacionário.


A decisão ocorreu após o dia mais violento de manifestações, ocorrido nesta terça-feira (18). Após começo pacífico, umgrupo cercou a sede da Prefeitura e depredou o prédio. Janelas foram quebradas e paredes pichadas. Além disso, houve saques e depredação de diversas lojas da região central da cidade. Durante a confusão, Haddad participava de um encontrou com a presidente Dilma Rousseff no aeroporto de Congonhas.

Com o aumento, segundo Haddad, “o orçamento da cidade precisará ser repensado”.

— Nós precisamos abrir a discussão sobre as consequências dessa decisão que foi tomada para hoje e para o futuro. Não há como faze-lo sem essas extensas do investimento. O investimento acaba sendo comprometido. Esse debate vai ser feito com a sociedade. É um gesto de aproximação, de abertura do entendimento, de manutenção do espírito de democracia, de convívio pacífico que nós continuaremos a fazer pela cidade, agora com mais responsabilidade porque temos que explicar as consequências desse gesto para o futuro da nossa cidade.

O secretário de Planejamento do Governo do Estado, Júlio Semeghini, declarou que a verba que será realocada do Estado não vai sair da saúde, nem da habitação e da educação. O dinheiro virá, segundo ele, de obras públicas — já previstas no orçamento deste ano — que não foram iniciadas por algum problema como, por exemplo, atrasos. 

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