Governador escolhe manter folha em dia

Data:

Compartilhar:

GD


O governador do Estado, Pedro Taques (PSDB), está decidido a não pagar a Revisão Anual Geral (RGA). A declaração foi dada na tarde desta terça-feira (10) enquanto cerca de 5 mil os servidores públicos realizavam um ato cobrando uma posição do chefe do Executivo.

“O RGA é um direito do servidor, mas a própria lei que trata do RGA diz que se a Lei de Responsabilidade Fiscal estiver afetada, não é possível o pagamento do RGA. Manifestar é um direito constitucional, o servidor tem que ir atrás de seus direitos”.

O governador cita que são necessários R$ 680 milhões para pagar a reposição inflacionária. “Agora estou em uma situação que , se pagarmos a reposição, atrasaremos os salários. O valor do direito é o mesmo de uma folha. 25 estados não pagaram a RGA e 15 estão com salários atrasados. O Brasil passa por crise, os repasses da União estão atrasados”.

Taques fez um apelo para que os servidores não realizem greve, sob pena de prejudicar os serviços públicos. “Greve é um direito constitucional do servidor público. Peço aos servidores que continuem dialogando conosco. O momento é difícil no Brasil. E que não façam greve, sob pena de prejudicar a prestação dos serviços à sociedade”, pediu.

Taques pontuou que o diálogo com os servidores não terminou. “Nós fizemos várias reuniões com os servidores e eu estive presente em três reuniões, fora as reuniões que o Júlio Modesto, Marco Marrafon, Paulo Brustolin e a Câmara de Gestão”.

A legislação estadual, cita que todo mês de maio de cada ano, o governo deve conceder a reposição referente à inflação do ano anterior. Portanto, os salários deveriam ser acrescidos do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de janeiro a dezembro de 2015, que foi de 11,27%.

RGA ou salário 

Na manhã desta terça, os secretários Júlio Modesto, de Gestão, e Marco Aurélio Marrafon, de Planejamento, alegaram que se houver pagamento de RGA, os salários dos servidores estariam comprometidos.

Eles atribuíram a desordem financeira a gestão passada, no caso, a do ex-governador Silval Barbosa, que gerou uma série de consequiência para o governo atual.

Os limites de despesa com pessoal previsto pela LRF estão extrapolados. No primeiro quadrimestre do ano passado, este gasto marcou 48,78%, sendo que o limite prudencial é de 46,55%. Entretanto, a projeção para o primeiro quadrimestre de 2016 seria um aumento no índice que chegaria a 50,39%.

Os secretários esclareceram que a evolução da receita corrente não acompanhou o crescimento de pessoal. Em 2007, o crescimento de pessoal foi de 39%, enquanto a receita fechou em 27% de crescimento.

Em 2015, o número de servidores aumentou 15%, e a receita 6%. De 2008 a 2014 a folha de pagamento no Estado cresceu 12 pontos percentuais.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Notícias relacionadas

Com selo diamante, Nova Santa Helena fortalece vacinação com novo veículo

O município de Nova Santa Helena alcançou um importante reconhecimento na área da saúde ao conquistar o selo...

Nova Santa Helena conquista novos ônibus escolares e reforça transporte para estudantes da zona rural

A educação de Nova Santa Helena acaba de ganhar um importante reforço. Dois novos ônibus escolares passam a...