Gilmar pede mais tempo e suspende julgamento de recurso de Wesley

Data:

Compartilhar:

Folhapress

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), pediu vista (mais tempo para analisar o caso) e suspendeu nesta terça-feira (5) o julgamento do recurso contra a prisão preventiva de Wesley Batista, um dos donos da JBS. O executivo continuará preso.

O empresário foi preso em 13 de setembro por ordem do juiz João Gonçalves, de São Paulo, pela prática de ‘insider trading’.

+ ‘Não fiquem com essa bobagem de que não vou ser candidato’, diz Lula

Documentos apresentados pela JBS à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) mostram que pessoas ligadas aos Batista venderam R$ 200 milhões em ações da empresa alguns dias antes da divulgação do acordo com a PGR, em 17 de maio deste ano.

Irmão e sócio de Joesley Batista, Wesley foi um dos delatores do esquema de corrupção que resultou na investigação e na denúncia do presidente Michel Temer.

Os irmãos foram denunciados e viraram réus, acusados pelos crimes de uso de informação privilegiada e manipulação de mercado.

A defesa de Wesley sustentou que ele não poderia ter sido preso por determinação de juiz de São Paulo, mas apenas do STF, já que o acordo de delação foi homologado pelo ministro Fachin. Joesley foi preso dias antes por ordem do magistrado.

Fachin, no entanto, votou por manter a prisão e disse que os benefícios de pena oferecidos em um acordo de delação premiada não cobrem eventuais outros crimes cometidos pelo colaborador; Wesley e Joesley conseguiram o benefício da imunidade penal, mas para os crimes relatados por eles -não foi o caso da suposta prática de ‘insider trading’, que teria ocorrido depois que a delação foi fechada.

“Não me parece que procede a tese segundo a qual quaisquer crimes praticados antes, durante ou depois do acordo [de delação] estariam submetidos à ausência de pena”, afirmou.

O ministro Dias Toffoli seguiu o voto de Fachin.

Não há data para o julgamento ser retomado. Além de Gilmar devem votar também os ministros Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, que integram a segunda turma do STF, na qual o caso está sendo analisado. Com informações da Folhapress. 

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Notícias relacionadas

Com selo diamante, Nova Santa Helena fortalece vacinação com novo veículo

O município de Nova Santa Helena alcançou um importante reconhecimento na área da saúde ao conquistar o selo...

Nova Santa Helena conquista novos ônibus escolares e reforça transporte para estudantes da zona rural

A educação de Nova Santa Helena acaba de ganhar um importante reforço. Dois novos ônibus escolares passam a...