A estudante identificada apenas como Juliana, de 16 anos, foi morta com um um tiro na testa, mas os criminosos ainda a queimaram viva, na tarde de sexta-feira (12), na localidade de Facão, na zona rural de Cáceres (220 km a Oeste de Cuiabá).
O corpo foi encontrado na estrada que dá acesso à Fazenda Primavera. De acordo com a Polícia Civil de Cáceres, a região é usada para a "desova" de corpos.
As investigações são realizadas com base em três hipóteses: acerto de contas envolvendo o tráfico de drogas – que é constante na região -, crime passional ou violência sexual.
O crime, segundo peritos do Instituto Médico Legal (IML), aconteceu entre 21h30 e 22h de quinta-feira (11). Depois de ouvirem três tiros, sitiantes vizinhos ligaram para a Polícia Militar, que chegou logo ao local. O corpo foi encontrado ainda em chamas, pois, após ter sido baleada, a garota teve 80% do corpo queimado.
Moradores próximos tentaram ajudar a apagar o incêndio, jogando água, mas não evitaram a morte da menina. Peritos explicaram que as marcas encontradas no chão confirmam que a menina se debatia no chão, tentando apagar o fogo.
O corpo da menina tinha cheiro de gasolina. Técnicos em necropsia do IML de Cáceres confirmaram que ela foi morta com um tiro na testa e também em conseqüência das queimaduras de terceiro grau.
Familiares não quiseram prestar mais informações à imprensa, se limitando a dizer que ela saiu na quinta-feira, por volta das 19 horas, para ir ao Colégio São Luiz, onde estudava, e não foi mais vista. Ainda segundo a família, ela tinha namorado.
A menina cerragava uma mochila com caderno e creme dental. O material também foi queimado.
Com informações das polícias Civil e Militar e do Diário de Cuiabá.