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Fifa joga duro e diz que cidades-sedes devem pagar a conta por estruturas temporárias da Copa 2014

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Jerôme Valcke exigiu que acordos sejam cumpridos e se defendeu das críticas à entidade

Do R7

Valcke lembrou que Brasil se candidatou por vontade própriaAntonio Carlos Mafalda/Mafalda Press/Gazeta Press

O secretário-geral da Fifa, Jerôme Valcke, garantiu a cidade de Curitiba (PR) como uma das doze sedes do Mundial, mas nem por isso poupou críticas à organização brasileira. Em entrevista coletiva no workshop de seleções em Florianópolis (SC), o dirigente exigiu que os acordos sejam cumpridos e assegurou que a entidade não irá ajudar financeiramente as cidades que ainda apresentam problemas em seus estádios. 

A menos de quatro meses para o início da Copa do Mundo, o grande entrave diz respeito a quem pagará a conta pelas estruturas provisórias dos estádios. 

Nas últimas semanas, Atlético-PR, Inter e Corinthians avisaram que não pagariam pelas arquibancadas móveis, que serão retiradas de seus estádios ao final do evento. Valcke, no entanto, disse que desde que foi anunciado que o Brasil sediaria a Copa, ficou estabelecido que a Fifa não ajudaria na construção das arenas. 

— Acho que já fomos bastante claros sobre os acordos que as cidades-sedes assinaram. Na vida a gente tem de cumprir acordos. Existem acordos com as cidades e o COL que são claros e eles dizem que as cidades têm de entregar determinados aparelhos. O país é que organiza a Copa do Mundo, a Fifa ajuda.

De forma dura, Jerôme Valcke se defendeu das críticas de que a Fifa estaria tirando dinheiro do País e lembrou que o Brasil sabia das condições e exigências da Fifa quando se candidatou, ainda em 2007, a receber o Mundial. 

— A Fifa paga por tudo que a gente usa no COL. Não estamos levando nenhum dinheiro. O dinheiro que pagamos vem dos nossos parceiros comerciais.   

Por fim, Valcke ressaltou que a Arena da Baixada correu risco de ficar de fora do Mundial não apenas pelo atraso nas obras de gramado e arquibancadas, mas, principalmente, no que diz respeito às transmissões de TV. 

— Não é apenas uma questão de dinheiro, mas estamos com medo de não entregar no prazo. Não poderemos entregar o estádio e correr o risco de ficar sem energia elétrica para a transmissão. Teremos que ter certeza de que não teremos problemas.   

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