A Fifa decidiu nesta sexta-feira proibir que terceiros tenham participação sobre jogadores, disse o presidente Joseph Blatter. O dirigente afirmou que um grupo de trabalho será criado para implementar o veto, que vai entrar em vigor após um “período de transição”. A notícia fora dada na última quinta pelo jornal O Estado de S.Paulo.
“Tomamos uma decisão firme que a participação de terceiros deve ser banida, mas não pode ser banida imediatamente, haverá um período de transição”, afirmou o suíço em entrevista coletiva após reunião do Comitê Executivo da Fifa.
No mesmo evento, ele confirmou que será candidato à reeleição na presidência da entidade. Ele comanda o futebol mundial de 1998 e entra no pleito pela quinta vez.
O anúncio de Blatter foi feito após pressão da Uefa, que disse que tomaria tal decisão unilateralmente na Europa se a Fifa não agisse sobre o tema.
Desafeto do suíço e presidente da Uefa, Michel Platini elogiou a decisão.
“Estou muito feliz pelo futebol e pelos jogadores que a Fifa tenham seguido a iniciativa da Uefa e recomendado a proibição da propriedade por terceiras partes. Eu tenho constantemente alertado por anos que essa prática – o que começo a crescer rapidamente – é um perigo para nosso esporte. O banimento é muito positivo para a liberdade dos jogadores e para a integridade e transparência do jogo”, afirmou o ex-craque francês.
A participação de terceiros sobre jogadores acontece quando os direitos de atletas são parcialmente ou totalmente de propriedade de empresários, em vez de apenas do próprio clube do atleta. A prática é muito comum no Brasil e na Argentina, mas também ocorre em alguns países europeus, especialmente em Portugal.
