Empresa de táxi aéreo é acusada de fraude na Funasa

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Equipe da TVCA só encontrou aeronave na CHC: PF acusa empresa de praticar fraudes
DA REDAÇÃO
 

 

Um antigo funcionário de uma das empresas investigadas na Operação Hygeia e que prestava serviço para a Funasa foi localizado pela equipe de reportagem da TV Centro América (Globo/4). Segundo ele, a CHC Táxi Aéreo praticava uma série de irregularidades para desviar dinheiro público.

O piloto, que não quis ser identificado, trabalhou durante cinco anos na empresa CHC Táxi Aéreo, contratada pela Funasa para dar assistência aos índios.

"Utilização de aeronoves da empresa para funcionários da Funasa ir para a praia, passar férias na praia. E isso era lançado como se estivesse sendo feito voo de socorro para os índios do Xingu", revelou o piloto, sobre as irregularidades que diz ter presenciado, em entrevista à emissora.

De acordo com a denúncia da Polícia Federal, a empresa de táxi aéreo era beneficiada por fraudes em licitações, desvio de recursos e superfaturamento de horas de vôo, com o aval dos servidores da Funasa.

O gerente da CHC, Francisco Salvador de Mattos, está entre os 31 presos da Operação Hygeia, deflagrada na última quarta-feira (7), pela PF, para apurar denúncias de desvio de dinheiro público.

De acordo com o piloto, as fraudes aconteciam de várias formas. "Por exemplo:  a viagem de Canarana para Goiania era de 3h50 de voo. Era lançado um total de 5 horas de voo", contou.

A empresa também teria utilizado aeronaves menores do que as indicadas no contrato, para gastar menos combustível. "Outro fato também comum era a utilização das aeronaves de pequeno porte para três ocupantes, sendo que a licitação era para uma aeronave de 5 ocupantes. Muitas vezes, nós íamos socorrer os índios dentro da aldeia, e tinhamos que sortear qual dos índios que nós íamos socorrer porque não dava pra transportar na aeronave", observou o piloto.

No sábado (10), uma equipe da TVCA foi até a empresa CHC Táxi Aéreo, no Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande, mas ninguém quis gravar entrevista. Na última quarta-feira, um advogado da empresa esteve na Polícia Federal e negou irregularidades no contrato com a Funasa.

"É um contrato que foi firmado, através de pregão eletrônico. Portanto, não vejo nada de irregularidade. Esse contrato, o nosso cliente alega que foi de aproximadamente R$ 3 milhões, que é o último contrato, que, geralmente, é feito de ano em ano", disse o advogado Gilmar Viana Mourato.

O advogado também revelou que já fez o pedido de relaxamento da prisão de Francisco Salvador de Mattos e que aguarda a decisão da Justiça.

O piloto não concordou com a situação. "É uma situação revoltante. Nosso país está oferecendo recursos para que os índios tenham uma assistência. Muitos deles perderam a vida por falta de assistência", concluiu.

Com informações da TV Centro América

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