Fernanda Leite/ GD
Eleito presidente da OAB/MT, o advogado Leonardo Campos, popular ‘Léo Capataz’ corre o risco de não assumir a direção da entidade no triênio 2016/2018. Ele ainda precisa reverter a decisão que cassou sua candidatura na véspera do pleito.
O advogado só participou da disputa sustentado por uma liminar do juiz federal, Paulo Sodré. Capataz teve registro cassado pela Comissão Eleitoral por abuso de poder econômico.
Conforme a Comissão Eleitoral, Léo teria feito doações às subsedes da OAB, através da Caixa de Assistência dos Advogados (CAA/MT), durante o período eleitoral. Agora, o processo que impugnou a candidatura do novo presidente segue para o Conselho Federal da OAB.
A denúncia foi provocada pelo candidato da chapa 2 “Somos todos OAB”, Fábio Capilé, que ficou em terceira colocação na disputa.
“Ele está inelegível. A Justiça só autorizou o candidato eleito a participar da eleição, mas quem decidirá se tomará posse é o Conselho Nacional. Se for impugnado tomará posse do segundo mais votado”. No caso, José Moreno.
Ao Gazeta Digital, Moreno explicou que novas denúncias serão apresentadas à Comissão Eleitoral sobre boca de urna no dia da votação. “A chapa 4 é a vencedora e eu acredito que o Conselho Federal irá manter a decisão de inlegibilidade do candidato Leonardo. Temos provas tanto de áudio, vídeo e declarações de pessoas que foram abordadas no dia da votação com boca de urna”.
José Moreno acredita que a Justiça não irá interferir no caso por se tratar de processos regimentais da OAB. Já Fábio Capilé esclarece não ter interesse em prejudicar Léo Capaz. “A chapa que eu encabeça foi pautada pela moralidade e eu fiquei em terceiro lugar. Então não tenho nenhum motivo para não querer a posse”.