DIZ PRESIDENTE DO CREMESP “Governo está fazendo pouco caso dos médicos brasileiros”

Data:

Compartilhar:

Profissionais protestam no centro de SP contra lançamento do programa Mais Médicos

Cerca de 1.000 médicos, estudantes de Medicina e profissionais da saúde iniciaram na tarde desta terça-feira (16) um protesto contra as medidas do governo federal anunciadas na semana passada com o lançamento do programa Mais Médicos. A caminhada começou na frente da sede do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), na Consolação, e vai seguir até o Largo São Francisco, no centro da cidade.

Os manifestantes carregam três caixões de papelão, representando a presidente Dilma Rousseff e os ministros da Saúde Alexandre Padilha e da Educação Aloizio Mercadante. Para Renato Azevedo Júnior, presidente do Cremesp, a “importação” de médicos estrangeiros e o aumento do curso de medicina de seis para oito anos são inaceitáveis.

— O governo está fazendo pouco caso da gente. Somos vítimas do sistema, mas estamos preparados para entrar com uma ação judicial contra esta lei.

Segundo Azevedo, a entidade não é contra a vinda dos médicos estrangeiros, mas “somos contra aqueles que não querem revalidar o diploma”.

— Além disso, não existe obrigar o estudante a trabalhar dois anos no SUS. Isso só existe no serviço militar.

Azevedo reforça que faltam investimento e infraestrutura na saúde pública para o médico conseguir trabalhar com dignidade. A classe promete protestar nos dias 8, 9 e 10 de agosto na frente do Congresso Nacional.



Programa Mais Médicos

O programa Mais Médicos prevê a contratação de médicos para atuar na saúde básica em municípios do interior e na periferia das grandes cidades. O programa foi criado por medida provisória pela presidente Dilma Rousseff e regulamentado por portaria conjunta dos ministérios da Educação e da Saúde.

Para preencher as vagas, o governo lançou três editais: um para atração de médicos, outro para os municípios que desejam receber os profissionais e um terceiro para selecionar as instituições supervisoras.

O edital foi aberto a profissionais formados no Brasil e graduados no exterior, inclusive estrangeiros. Os profissionais receberão bolsa federal de R$10 mil mensais, com jornada de 40 horas semanais.

*Colaborou estagiária Yanes Souza

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Notícias relacionadas

Com selo diamante, Nova Santa Helena fortalece vacinação com novo veículo

O município de Nova Santa Helena alcançou um importante reconhecimento na área da saúde ao conquistar o selo...

Nova Santa Helena conquista novos ônibus escolares e reforça transporte para estudantes da zona rural

A educação de Nova Santa Helena acaba de ganhar um importante reforço. Dois novos ônibus escolares passam a...