COMPLEXO DA PAPUDA Eder Moraes diz que passou fome na cadeia e perdeu 14 kg

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Em seu primeiro pronunciamento concedido 5 dias depois de ter deixado a cela do Centro de Custódia, em Cuiabá, o ex-secretário de Fazenda Eder Moraes (PMDB) falou sobre o processo no qual é réu por crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro originado da Operação Ararath, negou todas as acusações e comentou sobre a prisão de 81 dias. Afirmou que passou fome na cadeia quando estava preso no Complexo da Papuda em Brasília, sofreu muito sem poder receber visita, inclusive de sua esposa, e ficou 14 quilos mais magro.

foto/Chico Ferreira

Eder foi preso no dia 20 de maio na 5ª etapa da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal (PF) em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e foi levado para o Complexo Penitenciário da Papuda em Brasília para não interferir nas investigações, uma vez que era considerado um político influente no Estado. Depois, ele foi transferido para Cuiabá num avião da Polícia Federal e sob escolta, no dia 23 de julho para acompanhar de perto as audiências de instrução do processo com as testemunhas arroladas pela defesa.

“Foram dias muito difíceis, passei fome, emagreci 14 Kg, passei fome na Papuda, suportei crítica de toda sorte, de todas as formas, sem nenhum conhecimento de causa de quem estava criticando, meramente por dar a notícia por dar. Suportei tudo isso, resignei e só vou falar sobre o processo, após transitado em julgado”, disse ele na noite desta quinta-feira (14) após ser ouvido durante 9 horas pelo juiz federal Jeferson Schneider no terceiro dia de interrogatório.

Eder é apontado como principal operador de um esquema de lavagem de dinheiro e crimes contra o sistema financeiro investigado na Operação Ararath que pode ter movimentado pelo menos R$ 500 milhões. Ele intermediava empréstimos junto às empresas Globo Fomento Mercantil e Comercial Amazônia Petróleo do empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o Júnior Mendonça, para políticos e empresários.

Além de afirmar ser inocente, Eder, que sempre se destacou na mídia por declarações polêmicas e contundentes, explicou o motivo pelo qual evitou a imprensa na manhã do dia 9 deste mês quando ganhou liberdade no Centro de Custódia em Cuiabá e saiu de lá escondendo o rosto com um paletó.

“O que eu estou dizendo pra vocês, não é que eu me fechei a não falar com a imprensa, quando vocês foram à Polinter buscar imagem minha, eu não deixei que fizessem porque eu estava num estado de espírito ruim, eu emagreci 14kg, eu sofri com tudo isso. A minha família sofreu com essa situação, a minha esposa, por uma decisão que eu respeito, jurídica, ficou proibida de sequer me visitar na prisão, mas são as surpresas da vida pública que quem assume o cargo público tem que estar preparado para o ônus e para o bônus”, destacou.

Nessa primeira fase os depoimentos do ex-secretário já terminaram, e, somados os 3 dias em que foi ouvido pelo juiz Jeferson Schneider, foram mais de 21h horas de interrogatório.  Nesta sexta-feira Eder Moraes volta à sede da Justiça Federal para acompanhar sua esposa, a empresária Laura Tereza da Costa Silva. Ela também é ré no processo e vai prestar depoimento pela primeira vez a partir das 13h30.

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