“Chocada”, Serys diz que processará Maggi e Abicalil

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A ex-senadora Serys Slhessarenko se disse "chocada", diante das informações divulgadas pela revista Veja, de que o correligionário e ex-deputado federal Carlos Abicalil e o senador Blairo Maggi (PR) agiram para acusá-la indevidamente de participação na Máfia das Sanguessugas, por meio de um pagamento de R$ 2 milhões.

A estratégia seria prejudicá-la na campanha ao Governo do Estado de 2006.

"O que me deixa entristecida é que a minha honra e a dos meus familiares foi atingida, porque há pessoas que não medem esforços para ter poder. Isso é um jogo sujo do qual não faço parte", afirmou a ex-senadora, em entrevista .

Responsável pelas revelações de toda a negociata, o secretário-adjunto de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, Expedito Veloso, procurou Serys para informá-la das articulações feita para prejudicá-la.

Porém, a petista preferiu não levar a público pela falta de provas. "Ele [Veloso] me disse, em outras ocasiões, que houve esse complô para prejudicar minha candidatura. Mas, não tinha provas suficientes, por isso, não levei adiante", disse.

A petista ainda destacou que estuda medidas jurídicas após as revelações da revista. "Vou tomar todas as providências cabíveis porque mancharam a minha honra e exijo reparação", disse. Também não está descartada a possibilidade de oferecer alguma representação no PT contra Abicalil. "Isso ainda vou avaliar", completou.

Serys se apoia na decisão do Conselho de Ética do Senado, que arquivou a acusação por falta de provas. "Foi uma acusação tão infundada que o senador do DEM, Demóstenes Torres, e o senador Jefferson Perez, homens sérios, decidiram pelo arquivamento. A verdade está aparecendo e muitas coisas ainda virão à tona", afirmou.

Convocação

Na sexta-feira (24), a cúpula nacional do PSDB informou que vai apresentar um requerimento nas comissões técnicas da Câmara para convidar a ex-senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) para que explique as declarações dadas sobre o envolvimento de petistas no esquema de compra de dossiês, durante a campanha de reeleição do ex-presidente Lula, em 2006. 

Segundo o deputado Duarte Nogueira (SP), líder do PSDB na Casa, a ex-senadora deve ser incluída na lista de testemunhas do pedido de investigação sobre o caso. 

"A ex-senadora é testemunha qualificada e que pode ajudar nas investigações sobre o Dossiê dos Aloprados", disse.

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