Bolívia é acusada de atrasar investigações sobre tragédia da Chape

Data:

Compartilhar:


O governo da Bolívia está sendo acusado formalmente por duas deputadas bolivianas de tentar acobertar e atrasar as investigações sobre o acidente com o avião da empresa LaMia, que causou a morte de 71 pessoas, incluindo jogadores, comissão técnica e funcionários da Chapecoense, além de jornalistas e dirigentes esportivos, em novembro do ano passado.

As deputadas Érika Justiniano e Nórma Piérola acusam o procurador-geral da Bolívia, Ramiro Guerrero, de tentar “encobrir” as responsabilidades do governo boliviano no caso. A empresa LaMia é boliviana e, por isso, o país está também investigando o caso, além da Colômbia, local da tragédia.

“Somos conscientes que na Bolívia não existe mais a mínima possibilidade que o caso se esclareça e que os responsáveis por isso respondam na justiça. Podemos afirmar que o Ministério Publico da Bolívia tem uma atitude de “encobrimento” do caso”, disse Érika, que é filiada ao PDC (Partido Democrata Cristão), mesmo partido de Nórma Piérola. As duas fazem oposição ao governo Evo Morales.

A deputada argumentou que o governo da Bolívia também está “punindo inocentes”, que neste caso seria a funcionária Célia Castedo, funcionária da ASANAA (Administração de Aeroportos e Serviços Auxiliares de Navegação Aérea).

A acusação contra ela é relacionada a autorização do plano de voo daquela viagem. Ela está refugiada no Brasil. “Cremos firmemente que as famílias das vitimas merecem o desfecho deste acidente e saber da verdade. Nós, como deputadas, temos a obrigação de fazer a verdade aparecer”, explicou na carta que será entregue às autoridades brasileiras.

Érika reuniu-se com a diretoria da Chapecoense nesta manhã de terça-feira, em Chapecó, e também com familiares de vítimas do acidente. A parlamentar entregará nesta tarde uma carta para as autoridades brasileiras, familiares das vítimas e também para a diretoria da Chapecoense para esclarecer o motivo da visita. A parlamentar ainda se encontrará com integrantes do Ministério Publico Federal de Chapecó.

Na semana passada, o UOL Esporte fez um levantamento com o governo colombiano, embaixada do Brasil na Colômbia e a empresa British Aerospace da Inglaterra, sobre o andamento das investigações, mas os órgãos ainda aguardam a entrega de laudos sobre o acidente.

O UOL Esporte entrou em contato com o Ministério Publico da Bolívia, que respondeu que as investigações estão sendo realizadas da “melhor maneira” e que os laudos serão entregues em breve. A assessoria do procurador-geral, Ramiro Guerrero, não quis comentar sobre o caso.

Ainda foi citado na carta, Milton Claros diretor da DGAC, responsável por regular as empresas aéreas na Bolívia, que é acusado de ter liberado o voo da empresa LaMia, sem a mesma ter autorização para voar no espaço aéreo boliviano. “Temos muitas pessoas responsáveis no governo boliviano por esta tragédia. Estou em Chapecó para dar nosso total apoio ao familiares e esperamos poder resolver o quanto antes isso. Faremos tudo que estiver ao nosso alcance para que a verdade venha a tona e que os familiares possam saber o que realmente aconteceu e quem são os verdadeiros culpados”, disse Érika. Com informações da Folhapress.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Notícias relacionadas

Dra. Ismaili Donassan de Colíder, poderá ser candidata a Deputada Estadual

A advogada e ex-vereadora Ismaili Donassan, nascida em Colíder, advogada há 14 anos, deve surgir como um nome...

Falta de assistência na MT-320; Veja o vídeo

Uma moradora de Colíder denunciou a falta de atendimento da concessionária Via Brasil após o carro que dirigia...