Bactéria super-resistente já matou 2 em Mato Grosso

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Após a descoberta de uma bactéria super-resistente – a cinetobacter baumannii – no Hospital Municipal Albert Sabin, no município de Alta Floresta (803 km ao Norte de Cuiabá), uma Comissão de Infecção Hospitalar foi criada para tentar reverter a situação da unidade. Duas pessoas já morreram com suspeita de ter contraído a doença.

Identificada na quarta-feira (3), a equipe médica do município tem encontrado dificuldade para combater a bactéria, que não tem ligação nenhuma com a Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC), ou superbactéria, que se tornou resistente a antibióticos e já fez mais de 40 mortes em todo o país.

De acordo com o diretor do hospital, José Marcos, uma desinfecção está sendo feita no local desde quarta-feira e deve se estender pelo menos até este fim de semana. Não há prazo para que o trabalho da comissão termine.

"Nós vamos fazer um tratamento específico contra a bactéria. Nós desconfiamos da presença, ao perceber que ela estava mais resistente aos medicamentos do que normalmente. Estamos fazendo uma desinfecção em todo o hospital, para que ele esteja realmente protegido e dar segurança aos pacientes que estão sendo atendidos", informou o diretor.

Segundo José Marcos, o principal sintoma verificado em um paciente foi inchaço nos braços, que começava no antebraço e, em seguida, se espalhava por todo o membro. A repetição dos sintomas, sem resposta ao medicamento, fez a equipe médica entrar em alerta.

Ainda de acordo com o diretor, duas pessoas morreram em Alta Floresta apresentando sintomas parecidos, porém é apenas suspeita de ter sido pela bactéria superresistente. Não há dados oficiais.

Providências

Para dimunir o risco de novos casos, a ala clínico-geral da unidade hospitalar, onde a bactéria foi encontrada pela primeira vez, teve que ser fechada temporariamente, porém foi aberta uma nova em outro lugar. Atendimentos não emergenciais foram reduzidos e cirurgias eletivas canceladas. Urgência e emergência continuam normalmente.

O presidente da comissão, médico Sérgio Dezanetti, alertou que funcionários do hospital tenham consciência ao transitar com jalecos, já que a vestimenta pode transportar inúmeros tipos de microorganismos, inclusive, a bactéria super-resistente. 

Dezanetti também reforçou que, atualmente, Mato Grosso não possui laboratório especializado em identificar bactérias como a cinetobacter baumannii, e que o exame teve que ser realizado no Paraná. Segundo o médico, seria fundamental um laboratório para identificar a bactéria, para que o acompanhamento fosse rotineiro.

Além de não existir laboratório especializado, a comissão lembrou que o tratamento tem o custo muito elevado. Por enquanto, a Prefeitura de Alta Floresta conseguiu emprestadas, com a Secretaria de Estado de Saúde, 120 ampolas do medicamento que tem eficácia contra a bactéria. Mas, para tratar de um paciente infectado, são necessárias 60 ampolas (seis ampolas por dia, durante o período de 10 dias).

O município também irá providenciar a compra do medicamento, para poder tratar de possíveis pacientes e também para fazer a devolução destas que o estado está emprestando.

Com informações TV Nativa.

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