Priscilla Silva e Fernanda Escouto
| foto/;Chico Ferreira |
O ex–secretário de Fazenda Éder Moraes (PMDB) chegou à Justiça Federal, na tarde desta quinta-feira (14), para participar da sua terceira rodada de interrogatório no processo desencadeado a partir da Operação Ararath. Em liberdade há cinco dias, Moraes evitou falar sobre o processo com a imprensa. Eder é um dos quatro réus no processo que investiga crimes contra o sistema financeiro.
Antes de ser ouvido pelo juiz federal da 5ª Vara, Jefferson Schneider, Éder disse à imprensa “que respeita a justiça, mas não vai se pronunciar até o transitado e julgado da ação”. Nesta tarde, o ex-secretário compareceu à sede da Justiça Federal acompanhado do advogado, Ronan de Oliveira. O mesmo reiterou a fala de seu cliente ao declarar que Éder permanecerá em silêncio até o término da instrução processual.
Questionado sobre um suposto ‘calote’ de Éder contra a sua própria defesa Paulo Lessa no processo, Ronan disse desconhecer a questão. Apesar da negação do advogado, até o momento Paulo Lessa ainda não chegou ao local.
Nesta quinta-feira a partir das 13h30 o magistrado dá continuidade ao interrogatório do ex-secretário de Fazenda Eder Moraes (PMDB), que é o principal réu no processo movido pelo Ministério Público Federal (MPF). Éder já foi ouvido na semana passada por mais de 12 horas. Na sexta-feira (15), a esposa de Eder, Laura Tereza da Costa Dias, ré na ação, será interrogada a partir das 13h30.
Além de Éder e Laura, são réus no processo o superintendente do Bic Banco MT, Luiz Carlos Cuzziol e o ex-secretário adjunto de Fazenda, Vivaldo Lopes
A denúncia contra Cuzziol, Eder, Laura e o ex-secretário adjunto de Fazenda, Vivaldo Lopes. Nesta quarta-feira (14), Cuzziol foi suspenso do depoimento que deveria ocorrer entre quinta ou sexta-feira (14 e 15). A decisão partiu do juiz da 5ª Vara Federal de Cuiabá, Jeferson Schneider, em virtude da expedição de uma carta precatória para a Comarca de Boituva (SP) para uma das testemunhas de defesa arroladas por Cuzziol no processo. A previsão é que o documento seja devolvido no dia 27 deste mês. Até lá, o interrogatório do réu permanece suspenso.
