Gláucio Nogueira/GD
As investigações do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) que desbarataram esquema de roubo de veículos, falsificação de documentos e comercialização do produto dos roubos, durante a operação Aquiles, localizaram uma quadrilhbem estruturada, com funções bastantes divididas. Para realizar os cerca de 200 roubos e furtos cometidos pelo bando em 1 ano, o grupo contava com 5 ‘equipes’ de assaltantes.
Ao longo do trabalho de investigação, 21 criminosos, além dos 44 presos nesta terça (10) foram identificados e presos. Aproximadamente 20 veículos foram recuperados.
De acordo com o Gaeco, o esquema operava em 8 passos. O primeiro era a encomenda do veículo, feita pelos receptadores e compradores. Em seguida, os carros eram localizados e furtados e roubados conforme a necessidade.
O quarto passo era o contato com integrantes, com acesso aos sistemas de informação, entre eles uma servidora do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) e um investigador da Polícia Civil. Eles repassavam dados legais de veículos regulares, para que a quinta etapa entrasse em operação. A fase consistia na fraude da documentação e do número do chassi do veículo roubado.
Por fim, fazendo parte dos 6º, 7º e 8º passos, o carro dublê era comercializado com pessoas que imaginavam estar comprando um veículo finan, alvo de golpe de financiamento, com valor abaixo do cobrado por carros em situação regular
As investigações, iniciadas há 1 ano, tentavam coibir o aumento de 50% no número de crimes do tipo, cometidos em Cuiabá e Várzea Grande. Ao contrário do que se imaginava, boa parte do produto do roubo não seguia para a fronteira com a Bolívia, para troca por drogas e armas, mas era ‘esquentado’ na Capital e comercializado.
Clique no documento e veja lista com nomes e fotos dos suspeitos. Se você reconhecer alguns dos suspeitos, entre em contato com o Gaeco.
