Desde que rescindiu contrato com Fluminense no final do mês de setembro, o meia Ronaldinho Gaúcho tem sido especulado no Atlético Mineiro, especialmente pela torcida, que sonha em ter de volta um dos pilares do título da Libertadores, em 2013.
Em entrevista à Rádio 98 FM, o presidente do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno, descartou o retorno do meia. Segundo o mandatário atleticano, o nome do ídolo alvinegro não se adequa ao planejamento do clube para a próxima temporada.
“Cria-se uma expectativa quando o assunto é Ronaldinho. Ele realmente ama o Atlético. No vestiário depois da partida contra o Fluminense, ele nos recebeu muito bem, brincou conosco. Mas o planejamento que a gente está fazendo é outro, o nosso trabalho é muito voltado para os reforços pontuais, em um trabalho com o técnico e com o Maluf. E quem dera se a gente pudesse contar com as pessoas que a gente gosta, com os nossos ídolos. Mas o momento é outro”, destacou.
Além de falar sobre Ronaldinho Gaúcho, depois de afirmar que “o time precisa de três reforços para o ano que vem”, Nepomuceno mostrou otimismo quanto à renovação de contrato do técnico Levir Culpi.
“Até brinquei outro dia que o Levir deixou para renovar o contrato dele no último dia. Então, ele faz esse suspense, ele sabe do nosso desejo de mantê-lo, ele tem identificação com o Atlético, gosta do clube, e ele está focado no campeonato. Depois, a gente senta e consegue sair com a renovação”, disse o mandatário.
Por fim, o presidente falou sobre a expectativa de construir um novo estádio para o clube.
“Ideal é a casa própria, que você arrecade 60%, 70%. Hoje, o Atlético deixa 50% da receita para trás. Acho que o Independência é uma casa que o atleticano gostou, identificou, que nós conseguimos erguer o clube. Mas a ampliação precisa de um projeto, tem um custo alto. Estamos com dois projetos, um móvel e a construção.”
“Já em relação ao nosso estádio, o projeto está caminhando da mesma maneira na prefeitura, projeto terá que ser votado pelos vereadores, tem um caminho burocrático. Mas a realidade do ano passado era outra. Eu tinha uma perspectiva de conseguir investidores. Hoje, com a economia que está, você não encontra ninguém querendo investir no país.”
