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Delator diz sofrer ameaças de morte

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Em depoimento ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) no dia 16 de novembro, o empresário Giovani Guizardi, dono da Dínamo Construtora, declarou que se sentiu ameaçado de morte enquanto permaneceu preso preventivamente.

Chico Ferreira/A Gazeta

Guizardi diz que recebeu recados ameaçadores e temeu pela sua família.

Após firmar termo de colaboração premiada com o Ministério Público Estadual (MPE) e comprometer-se em auxiliar a Justiça, Guizardi conseguiu decisão para ser transferido a prisão domiciliar.

De acordo com depoimento aos promotores de Justiça, Guizardi declarou que no dia 24 de setembro, dois dias depois de ser transferido do Centro de Custódia de Cuiabá para a base do Serviço de Operações Especiais (SOE), recebeu a visita de do agente prisional Milton Flávio de Brito Arruda, que se apresentou como um dos seguranças do presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Guilherme Maluf (PSDB) .

“Milton Flávio abordou o declarante, apresentando-se como segurança do deputado Guilherme Maluf e questionado “como havia sido lá?”, “está tudo bem?”, “você lembra de mim”, “sou segurança do Guilherme, se precisar de alguma coisa resolvemos”, diz um dos trechos do depoimento.

A partir desta abordagem, Guizardi disse que ficou assustado e muito preocupado com sua integridade física e de sua família, contratando até mesmo seguranças particulares para sua esposa e filhos.

O empresário disse ter certeza de que o agente prisional Milton Flávio de Brito Arruda fazia a segurança particular do deputado Guilherme Maluf, pois já encontrou o mesmo acompanhado do parlamentar na sede do Buffet Leila Malouf.

Guizardi ainda revelou que desde a sua prisão, sua esposa Jamile Grunwald recebeu diversas mensagens pelo aplicativo Whatsapp que demonstravam a preocupação do empresário Alan Malouf e sua esposa Silvia Malouf bem como do deputado Guilherme Maluf a respeito dos desdobramentos da Operação Rêmora.

Para comprovar as mensagens, Guizardi entregou prints da tela do celular de sua esposa extraídos do Whatsapp .

O empresário ainda detalhou que foi orientado por Allan Malouf a não firmar colaboração premiada com a Justiça.

“Em determinada ocasião, quando de sua transferência para o SOE recebeu um recado através da sua esposa, vindo do Alan, em que este solicitava ao declarante que aguardasse um pouco para eventual colaboração premiada, eis que ele ainda tinha um dinheiro a receber, todavia não sabe que dinheiro era esse, do que se tratava”, completa o depoimento.

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