Dentes de leite na vida adulta podem comprometer a oclusão

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A dentição começa a ser formada na gestação do bebê, etapa em que os dentes são apenas botõezinhos dentro da mandíbula e da maxila. Por volta dos seis meses de idade ocorre a erupção dos primeiros decíduos – os dentes de leite. Segundo a cirurgiã-dentista e coordenadora adjunta do curso de odontologia da Unipê, Laudenice de Lucena Pereira (CROPB 3066), embora não pareça, os dentes de leite têm raiz. O que acontece, porém, é que ela passa por um processo de rizólise, ou seja, é reabsorvida e some, deixando o dente mole e pronto para dar espaço ao permanente. 

A partir dos 6 anos os dentes de leite começam a cair e, durante esse período de transição, o paciente tem uma dentição mista, composta pelos decíduos e permanentes. Segundo a cirurgiã-dentista Alessandra Rodrigues da Silva (CROSP 85428), embora seja pouco comum, é possível que, por questões genéticas, o paciente chegue à vida adulta e ainda tenha algum dente de leite.

Pacientes com anquilose dentária, por exemplo, têm o dente permanente esperando por sua vez de nascer na mandíbula ou maxila, mas ele não se desenvolve. Isso acontece porque o de leite não tem o ligamento periodontal que fica entre a raiz e o osso, cumprindo papel de sustentação e amortecimento. A raiz acaba fundida no osso e não pode ser reabsorvida. Dessa forma, o decíduo não tem como cair e o permanente não nasce.

O problema em chegar à vida adulta com dentes de leite ultrapassa a questão estética. Além de serem mais frágeis e, por isso, estarem mais suscetíveis a lesões ou fraturas, eles também podem provocar problemas oclusais. O encaixe correto, que também garante a mordida adequada, pode ficar comprometido, pois a anatomia de cada dente é diferente.

Alternativas

Decidir o que será feito com o dente de leite é uma escolha que cabe ao paciente. Entre as possibilidades de tratamento estão as facetas, o implante ou uso de aparelho ortodôntico.

Caso o paciente opte por manter o decíduo e queira dar a ele a aparência nova, é possível utilizar uma faceta de resina ou porcelana. Para fazer esse procedimento o dentista irá tirar um molde do dente do paciente e, a partir dele, um laboratório produzirá uma faceta que encaixe perfeitamente no local. Ela é colada na frente do dente e serve como um revestimento.

Se o paciente quiser removê-lo é possível fazer a substituição por um implante dentário. Nesse caso será preciso perfurar a gengiva com uma broca e fixar pinos capazes de acoplarem uma prótese, procedimento que pode custar entre R$ 1,5 mil e R$ 4,5 mil. Outra opção mais barata é fazer a reanatomização dos dentes com o uso de aparelho ortodôntico. Esse tratamento consiste em preencher o espaço vazio puxando os dentes que estão ao lado. Dependendo do caso, tal transformação pode tornar a o problema ainda mais visível. 

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