Copel tenta reduzir atraso em hidrelétrica de Mato Grosso

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Com o objetivo de tentar reduzir o atraso das obras da Hidrelétrica de Colíder (650 Km ao norte da Capital), que deveriam ser entregues ainda este mês, a Companhia Paraense de Energia (Copel) decidiu adotar uma medida extrema para garantir a entrega do maquinário. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, a estatal procurou cada um dos fornecedores envolvidos, renegociou contratos e passou a pagar diretamente cada um dos fabricantes. A medida se deu por conta do abismo financeiro em que sua fornecedora de turbinas se encontra.

Com o acordo, a Copel passou a pagar diretamente empresas de países como Rússia, República Checa e Romênia. O receio era de que, caso pagasse à sua própria fornecedora, Wind Power Energia (WPE), controlada da Impsa, pela fabricação das turbinas e demais equipamentos da usina, esse dinheiro não fosse usado pela contratada para adquirir os equipamentos de Colíder.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Copel, Sergio Lamy, disse que a decisão contou com a colaboração da própria Impsa, que também vive dias difíceis para honrar seus compromissos na Argentina.

Segundo informações, a Copel chegou a analisar a possibilidade de trocar de fornecedor, mas dado o andamento da obra e as especificações técnicas das máquinas, não viu outra alternativa a não ser seguir com o mesmo projeto até o fim.

“Tivemos de mapear todo o processo de fabricação, toda a cadeia de fornecimento. Vimos todos que estão por trás da WPE e fizemos contato com todos os fornecedores. Estamos fazendo o pagamento diretamente a ele. O risco de passar o dinheiro para a WPE e ela não aplicar no projeto era grande”, disse Lamy.

Atraso

Com a previsão de entrega para este mês, a Hidrelétrica de Colíder está com o cronograma extremamente comprometido. Com o orçamento que chega a R$ 1,5 bilhão, a construção deu início em 2011 no Rio Teles Pires, próximo à Amazônia. No entanto, devido a problemas ligados a licenças ambientais, invasões, atos de vandalismo e greves, a Copel pediu à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) que a conclusão seja prorrogada para fevereiro de 2017.

Conforme reportagem publicada na semana passada pelo jornal O Estado de S. Paulo, a Copel pediu 644 dias de prorrogação no cronograma da usina, mas a área técnica só reconheceu 214 dias de atraso, ou seja, a estatal seria responsável pelos demais 430 dias de descumprimento do contrato, tendo de responder por todos os compromissos financeiros da hidrelétrica nesse período. O assunto ainda vai passar pela diretoria colegiada da Aneel.

Lamy disse que a Copel discorda da análise da área técnica e que, nos próximos dias, vai apresentar novas documentações e argumentos que possam reforçar seu pedido de adiamento. Se o posicionamento da unidade técnica for mantido, a Copel estaria diante de uma punição potencial de até R$ 501 milhões, se considerado apenas o montante de energia que a empresa teria de comprar no mercado livre, em preço-teto, para honrar os compromissos assumidos com as distribuidoras. Em contrapartida, a empresa teria uma receita de R$ 177 milhões a receber dessas mesmas distribuidoras pelo fornecimento da carga, ou seja, o prejuízo final ficaria em R$ 324 milhões.

O presidente da Copel disse que a empresa tem ‘feito o possível e o impossível‘ para tentar reduzir o atraso de Colíder. Em vez de entregar a usina em fevereiro de 2017, a meta seria iniciar sua operação em março de 2016. Dessa forma, disse Lamy, em vez de 644 dias de adiamento, a postergação cairia para 455 dias. Se considerada essa meta, a punição analisada pela Aneel cairia para cerca de R$ 280,8 milhões. Com a receita de R$ 99,4 milhões para receber das distribuidoras no mesmo período, o prejuízo efetivo seria estimado em cerca de R$ 181 milhões, comentou o executivo. ‘Isso é só uma estimativa, mas temos esperança que a diretoria da Aneel será mais sensível.‘ (Com informações do jornal O Estado de S. Paulo).

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