A UTI neonatal do Pronto Socorro de Cuiabá está com as portas fechadas desde domingo (26) devido a existência de uma infecção agressiva de uma bacteria, que já matou cinco bebês na unidade e que apresenta resistência aos medicamentos. Segundo o Conselho Regional de Medicina (CRM), as mortes ocorreram entre os dias 18 e 26 de dezembro. Conforme o presidente do CRM, Arlan de Azevedo dos cinco mortos, três já tiveram a causa apurada.
Ele alertou ainda que essa é uma bactéria muito agressiva e que se tratando de crianças com o sistema imunológico fraco, pode ser fatal. O secretário-adjunto de Saúde de Cuiabá, Euze Carvalho, por sua vez, pontua que desde a primeira morte na UTI neonatal todas as providências necessárias foram tomadas e que o fechamento foi necessário para que seja feita a desinfecção do local. Ele argumenta que todas as crianças que chegam para tratamentos, em geral, se encontram num estado de saúde delicado e, por isso, o Pronto Socorro não tem a mínima condição de recebê-las no momento.
O primeiro bebê faleceu em 18 de dezembro. Outras duas crianças morreram em 24 de dezembro, uma no natal e a última morte um dia depois, neste domingo (26). O CRM investiga as causas das mortes, mas já adianta que a infraestrutura do local é inadequada. Além disso, faltam profissionais qualificados para atender a demanda. "Falta até água", acusa Arlan. Para ele, todos estes fatores comprometem o combate a essas bactérias. De todo modo, conforme o conselho, ainda é cedo para apontar as reais causas das infecções.A pasta de Saúde, garante que nenhuma das crianças que morrem na UTI nasceram no hospital e que a maioria veio do interior. Assim, podem ter adquirido a infecção durante o transporte.
